Economia
Empresários e PM de Mato Grosso acertam detalhes da Operação
Natal Seguro
Classe empresarial e PM de Mato Grosso acertam detalhes da Operação Natal Seguro
A melhor data para o comércio está chegando e as lojas, inclusive as do centro de Cuiabá, começam a preparar os estoques para atender o público em horário estendido. Pensando nisso, o Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso dará início, já no próximo dia 22 de novembro, à Operação Natal Seguro. Além do aumento do efetivo de policiais na região central de Cuiabá e Várzea Grande, a operação visa conscientizar a população sobre medidas de segurança neste período do ano.
A reunião para traçar detalhes da operação ocorreu nesta terça-feira (12), na própria sede do Comando Geral e contou com a participação do vice-presidente da Fecomércio-MT, Manoel Procópio; dos presidentes da CDL Cuiabá, Nelson Soares Junior; do Conselho Comunitário de Segurança Pública da região central (Conseg), Gerson Luiz Lintzmaier; do Sincotec-MT, Roberto Peron; do superintendente da Facmat, Manuel Gomes; e do próprio comandante geral e coronel da PM, Jonildo José de Assis.
Manoel Procópio disse ser muito importante o aumento do efetivo de policiais nas ruas do centro das duas cidades. “Esta operação irá triplicar o número de policiais, trazendo muito mais segurança à população que vier fazer compras neste período do ano”.
Segundo Gerson Lintzmaier, essa parceria entre a PMMT e a classe empresarial vem de anos e só trouxe resultados fantásticos para o comércio na região. “Além da atuação da polícia, foi produzida uma cartilha destinada à população que transitar pela região, contendo dicas de segurança na hora das compras, em bancos e dentro do transporte coletivo”, completou.
Já para o coronel da PM, o apoio das entidades é importante para construir uma operação vantajosa. “Essa parceria, por parte da Polícia Militar de Mato Grosso, será feita de maneira ostensiva, contando com um grande reforço de policiais, tanto a pé, com viaturas, motocicletas, bicicletas e até da cavalaria”, afirmou coronel Assis.
Funcionamento do comércio no mês de dezembro
A Convenção Coletiva de Trabalho de 2019, firmada entre as entidades patronais e laboral do comércio de Cuiabá e Várzea Grande, estipula horários estendidos de funcionamento do comércio no mês de dezembro. Veja como funcionará o comércio pelas datas:
Dias 01 a 06 – até às 20:00;
Dias 07 e 08 – até às 18:00;
Dias 09 a 13 – até às 20:00;
Dias 14 e 15 – até às 18:00;
Dias 16 a 21 – até às 22:00;
Dias 23 e 24 – até às 18:00;
Dias 26 a 28 – até às 20:00;
Dias 29 e 30 – até às 18:00;
Dia 31 – até às 20:00.
AGRONEGÓCIOS
“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.
Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.
Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.
Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.
A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.
Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.
“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.
Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.
O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.
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