Saúde
Quarentena durante pandemia pode aumentar risco de quedas em ambiente domiciliar
Com a quarentena causada pelo novo Coronavírus, estamos sendo obrigados a ficar mais tempo em casa, seja trabalhando em home office, em férias ou cuidando das atividades domiciliares. Essa nova situação pode aumentar os casos de acidentes domésticos, dentre eles, as quedas. Os acidentes domiciliares podem causar danos em qualquer pessoa, independentemente da faixa etária. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as quedas são a segunda causa de morte por lesão acidental ou não intencional em todo o mundo. Nos idosos, uma “simples” queda pode ser devastadora, em especial nos que possuem osteoporose e outras doenças prévias.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, regional Mato Grosso (SBOT-MT), Dr. Renam Bumlai, qualquer queda pode mudar profundamente a vida de alguém. “Não é de hoje que as quedas são um problema de saúde pública. Com certeza, devemos redobrar a atenção nessa época de isolamento domiciliar para evitá-las. A prática regular de exercícios, cuidados com o ambiente e acompanhamento médico regular são a melhor forma de prevenção”, destaca o ortopedista.
Causas diversas como um piso escorregadio, tapetes, degraus, fraqueza muscular, tonturas, alterações da visão, uso de medicamentos controlados, entre tantos outros motivos, podem se transformar em desafios ao equilíbrio e causar as quedas, mesmo durante as atividades rotineiras.
Segundo o presidente algumas orientações podem ajudar a prevenir o acometimento de quedas: “Costumamos dividir os cuidados em dois polos: prevenir quedas e tratar a osteoporose, para evitar que a queda resulte em fratura”.
Como prevenção, devemos ficar atentos ao ambiente e ao paciente. Cuidados com o ambiente, como por exemplo, colocar iluminação adequada na casa, evitar degraus, utilizar calçados fechados com solado antiderrapante, colocar barras de proteção nos banheiros, elevar o assento sanitário, cuidado com animais domésticos, entre outros, podem ser decisivos em evitar a queda.
Nos cuidados com o paciente, é preciso ficar atento às alterações neurológicas, mantendo os exames oftalmológicos em dia, acompanhando as doenças clínicas, como diabetes, problemas cardíacos e de pressão arterial adequadamente. Nos idosos, um cuidado a mais deve ser tomado com relação à interação medicamentosa, que pode ser um fator determinante no desfecho. Acompanhamento clínico com geriatra, cardiologista, neurologista preventivos devem ser feitos regularmente. “Além disso, praticar atividade física regularmente, alimentação saudável incluindo verduras, legumes e frutas, exposição solar diária e investigação e tratamento de uma possível osteoporose são fundamentais”, explica o médico.
É importante manter um ambiente adequado, seguro e confortável, que garanta a independência, a qualidade de vida e dignidade de seu morador. Outro aspecto de suma importância é o entendimento de que os danos psicológicos, como o medo de cair novamente, e os danos sociais, como o afastamento do trabalho ou lazer, estão tão vinculados à queda quanto os danos físicos, como as escoriações e fraturas, por exemplo. “Quando entendemos isso, conseguimos desenvolver habilidades e competências que podem reduzir a incidência de quedas e de danos, sejam eles leves, moderados, graves ou óbitos”, finaliza Dr. Renam.
Saúde
Mato Grosso do Sul recebe 46,5 mil doses da vacina contra a Chikungunya
O estado de Mato Grosso do Sul começou a receber, de forma fracionada e conforme a capacidade da rede de frio local, a partir desta quinta-feira (16) até o final de abril, um total de 46,5 mil doses da vacina contra a chikungunya. O imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan, está sendo destinado, com apoio do Ministério da Saúde, ao estado diante do aumento de casos, especialmente entre a população indígena. Dourados (MS) e Itaporã (MS) serão contemplados com 43,5 mil e 3 mil doses, respectivamente. Trata-se da primeira vacina do mundo desenvolvida para a doença.
A vacinação está prevista para começar no dia 27 de abril. A recomendação do Ministério da Saúde é que seja realizado microplanejamento local, com priorização das áreas de maior risco epidemiológico e uso estratégico das doses disponíveis, com objetivo de vacinar a população em até duas semanas, prorrogáveis por mais duas. A estratégia inclui Dia D de mobilização e ações de vacinação extramuros.
O imunizante foi aprovado no ano passado pela Anvisa para pessoas de 18 a 59 anos com risco aumentado de exposição à doença. A meta é vacinar 27,69% dessa população em Dourados e 21,2% em Itaporã.
A vacina contra Chikungunya é um projeto do Instituto Butantan. Além de Dourados e Itaporã, a estratégia a vacinação já foi iniciada em municípios como Simão Dias, Barra dos Coqueiros e Lagarto (SE), Santa Luzia, Sabará e Congonhas (MG) e Mirassol (SP).
Vacina
A vacina do Butantan contra a Chikungunya é a primeira do mundo a ser disponibilizada para prevenir a doença. A Anvisa comprovou a segurança e capacidade do imunizante de gerar anticorpos com base na avaliação de ensaios clínicos feitos nos Estados Unidos e publicados na revista científica The Lancet. Dos 4 mil voluntários adultos que participaram da pesquisa, 98,9% produziram anticorpos neutralizantes. Além do Brasil, o produto já foi aprovado para uso no Canadá, Reino Unido e Europa.
Por ser desenvolvido com tecnologia de vírus atenuado, o imunizante é contraindicado para gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas ou imunodeficientes, pessoas que tenham mais de uma condição médica crônica ou mal controlada (comorbidades) e com alergia aos componentes da vacina.
Reforço para a assistência em Dourados
Além da vacina, o Ministério da Saúde investiu R$ 28,4 milhões em ações emergenciais para ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a rede assistencial especializada em Dourados e região. Também foram distribuídas 2 mil cestas de alimentos. A previsão é que, até junho, sejam distribuídas 6 mil unidades, em conjunto com a Funai, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Defesa Civil.
No início de abril, foram incorporados 50 novos Agentes de Combate às Endemias (ACE), que atuam diretamente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, realizando visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticida com equipamentos de Ultrabaixo Volume (UBV) costal. A tecnologia empregada utiliza inseticidas de ação rápida, com efeito knockdown, capazes de interromper o ciclo de transmissão ao eliminar o mosquito adulto.
As equipes também atuam na remoção de resíduos e objetos que acumulam água parada, principais focos do Aedes aegypti. Até o momento, foram visitados 1,9 mil imóveis, o que resultou na retirada de 575 sacos de materiais inservíveis, ou seja, com potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti. Somam-se a essa força-tarefa 40 militares do Exército Brasileiro.
Além disso, foi iniciada a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia incorporada ao SUS para ampliar o controle do vetor. Das 1.000 unidades destinadas ao município, 240 já foram instaladas nos assentamentos Santa Fé e Santa Felicidade, Jockey Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória, Parque do Lago I e II e imediações. O dispositivo permite que o próprio mosquito transporte o larvicida para criadouros de difícil acesso, interrompendo o ciclo de reprodução.
A atuação da Força Nacional do SUS resultou em mais de 2,5 mil atendimentos clínicos, 130 remoções, 358 visitas domiciliares e 804 exames realizados. Também houve atenção à saúde do trabalhador, com atendimentos às equipes envolvidas.
João Vitor Moura
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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