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“É a grande chance de mostrar como governa”: Abílio Brunini avalia saída de Mauro Mendes e teste decisivo para Otaviano Pivetta que tem perfil mais técnico , VEJA VÍDEOS

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Por Nayara Cristina

A anunciada mudança no comando do Palácio Paiaguás, em Mato Grosso, abriu um novo capítulo no cenário político estadual e já movimenta bastidores, projeções eleitorais e análises sobre liderança. O governador Mauro Mendes confirmou que deixará o cargo no próximo dia 31, antecipando sua saída para viabilizar a ascensão do vice, Otaviano Pivetta, ao comando do Executivo estadual. A decisão, articulada dentro do grupo político governista, também pavimenta o caminho para que Mendes concentre esforços em uma candidatura ao Senado nas eleições de 2026.

A movimentação, no entanto, vai além de uma simples transição administrativa. Nos bastidores, a leitura é de que o gesto funciona como uma espécie de “teste em campo” para Pivetta, que passa a ter a oportunidade de demonstrar, na prática, sua capacidade de liderança, articulação política e condução da máquina pública — fatores considerados decisivos para sustentar um projeto de reeleição.

Durante agenda pública nesta sexta-feira (27), na inauguração do PSF do bairro Praeirinho, em Cuiabá, o prefeito Abílio Brunini sintetizou o sentimento que permeia parte da classe política ao comentar a transição. “É a grande chance de mostrar como governa”, afirmou, ao destacar que o momento oferece a Pivetta a vitrine ideal para consolidar sua imagem junto à população e aos aliados.

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Na avaliação do prefeito, a antecipação da posse permite que o vice-governador deixe de ser apenas uma figura de bastidor para assumir protagonismo, especialmente em um cenário onde ainda existem dúvidas quanto ao seu estilo de gestão. Conhecido por uma postura mais discreta e reservada, Pivetta carrega o desafio de ampliar sua visibilidade pública e estabelecer uma relação mais direta com diferentes setores, incluindo a imprensa e a sociedade civil.

Abílio também chamou atenção para as diferenças de perfil entre o atual governador e seu vice, ressaltando que cada gestor imprime sua própria marca na administração pública. Segundo ele, enquanto Mauro Mendes construiu uma gestão mais firme e centralizadora, com forte presença política, Pivetta terá a missão de demonstrar como suas características pessoais — mais técnicas e menos expansivas — podem se traduzir em eficiência administrativa e capacidade de articulação.

A expectativa agora recai sobre possíveis mudanças no ritmo e na forma de governar. Embora não haja, até o momento, indicativos oficiais de uma reformulação ampla no secretariado ou nas diretrizes do governo, o ambiente político é de observação cautelosa. Aliados aguardam sinais de continuidade ou ruptura, enquanto opositores monitoram cada movimento como termômetro para o embate eleitoral que se aproxima.

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Com a saída de Mauro Mendes e a ascensão de Otaviano Pivetta, Mato Grosso entra em um período de transição que, mais do que administrativa, será essencialmente política. O novo governador terá diante de si não apenas a responsabilidade de manter a estabilidade da gestão, mas a oportunidade — e a pressão — de provar que está preparado para liderar o Estado em definitivo.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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