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Brasil defende desenvolvimento responsável da IA em fórum internacional na Índia

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Em missão oficial na Índia, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou na quinta-feira (19), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da cerimônia de abertura da Cúpula de Impacto em Inteligência Artificial (IA), em Nova Délhi. A agenda incluiu ainda reuniões bilaterais com autoridades internacionais e representantes do setor de tecnologia. 

A Cúpula reúne chefes de Estado, ministros e lideranças empresariais para discutir os desafios e as oportunidades da inteligência artificial sob o eixo Pessoas, Planeta e Progresso. O evento busca equilibrar o potencial econômico da tecnologia com seus impactos sociais, ambientais e regulatórios. 

Durante a plenária, as autoridades debateram caminhos para ampliar o acesso às tecnologias emergentes e fortalecer a cooperação entre países do Sul Global. Esta é a primeira vez que um presidente brasileiro participa de um evento global dedicado exclusivamente à IA. “O Brasil defende que a inteligência artificial seja uma ferramenta para reduzir desigualdades e promover desenvolvimento com inclusão. Precisamos garantir que essa tecnologia esteja a serviço das pessoas”, afirmou a ministra Luciana Santos. 

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A colaboração brasileira no debate se estabelece na apresentação internacional do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia) – IA para o Bem de Todos, coordenado pelo MCTI. A iniciativa estabelece diretrizes para o desenvolvimento ético, sustentável e inclusivo da tecnologia no País. 

Reuniões estratégicas 

Ao longo do dia, a ministra participou de reunião bilateral com representantes da Google, quando foram discutidas possibilidades de cooperação tecnológica, capacitação e infraestrutura digital. O diálogo abordou ainda iniciativas voltadas ao uso responsável da inteligência artificial e ao fortalecimento de ecossistemas de inovação. 

A agenda incluiu também encontros bilaterais do presidente Lula com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com o presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, com acompanhamento da comitiva brasileira. As conversas trataram de temas multilaterais, transformação digital e cooperação científica. 

Cooperação Brasil–Índia 

Paralelamente à programação oficial, o MCTI articula memorandos de entendimento com o Ministério da Eletrônica e Tecnologia da Informação da Índia (MeitY) e com o Departamento de Ciência e Tecnologia. As propostas envolvem governança e interoperabilidade de dados, segurança cibernética, tecnologias digitais, semicondutores, computação de alto desempenho, biotecnologia, transição energética e áreas estratégicas como espaço e saúde. 

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A missão brasileira na Índia segue até 22 de fevereiro. Na sexta-feira (20), o governo brasileiro promove evento paralelo para apresentar sua visão sobre o futuro da inteligência artificial e aprofundar o debate internacional sobre o desenvolvimento responsável da tecnologia. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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