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MEC promove Semana de Capacitação em Indicação Geográfica

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Estão abertas as inscrições para a  Semana de Capacitação em Indicação Geográfica, evento virtual promovido pelo Ministério da Educação (MEC), de 3 a 5 de fevereiro. A programação terá transmissão ao vivo pela Rede Nacional de Pesquisa (RNP). Podem participar coordenadores, docentes, estudantes, bolsistas e público externo interessado no tema. As inscrições são gratuitas, com link específico para cada dia de programação. Os participantes receberão certificação. 

Em parceria com os institutos federais, a semana visa qualificar, de forma técnica e estratégica, os envolvidos nos projetos de Indicação Geográfica (IGs) contemplados pelo Edital nº 12/2025, no âmbito da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A programação está dividida em três eixos temáticos: aprendizado, troca de experiências e articulação institucional. 

“A iniciativa do MEC, por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, busca reforçar as capacidades de gestão, promoção, consolidação e expansão das Indicações Geográficas, com o compartilhamento de experiências, da aproximação com especialistas nacionais e internacionais e da disseminação de boas práticas aplicáveis às diferentes realidades territoriais. Isso reforça nosso compromisso legal de atuar em diálogo constante com os arranjos locais e regionais”, explica o diretor de Articulação e Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica, Sergio Pedini. 

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A Semana de Capacitação em Indicação Geográfica também vai contar com a participação de representantes de associações e cooperativas de produtores, gestores públicos, instituições de apoio, pesquisadores, além de profissionais da área de propriedade intelectual, desenvolvimento territorial e inovação.  

Programa de Desenvolvimento de Indicações Geográficas – A iniciativa do MEC tem como objetivo fortalecer o papel dos institutos federais na promoção do desenvolvimento territorial sustentável, por meio do apoio técnico, científico e extensionista a projetos de Indicação Geográfica em diferentes regiões do país. 

O programa contempla iniciativas voltadas ao processo de reconhecimento das IGs e às etapas estratégicas de gestão, consolidação, promoção, internacionalização e incubação de empreendimentos coletivos vinculados aos produtos de origem. Dentro da Rede Federal, a iniciativa reúne docentes, estudantes, bolsistas e parceiros institucionais, nacionais e internacionais. 

Assessoria de Comunicação do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Piveta atribui crise da educação à Nova República, crítica pauta de gênero e aposta em mais escolas modelo cívico-militar em MT, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

A educação pública de Mato Grosso entrou novamente no centro do debate após declarações do governador em exercício Otaviano Piveta, que atribuiu a piora histórica do ensino no Brasil às transformações ocorridas a partir da Nova República e, especialmente, após o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, ao longo dos últimos 30 anos houve uma perda de valores fundamentais dentro das escolas, como disciplina, hierarquia e respeito, o que teria contribuído diretamente para a queda da qualidade educacional.

“Uma das causas da degradação do nosso sistema de educação ao longo dos últimos 30 anos. Depois da Nova República, aí é que começou a degringolar”, afirmou o governador, ao defender uma mudança de rumo no ensino público.

Apesar das críticas ao passado, os dados mais recentes mostram que Mato Grosso vem apresentando evolução nos indicadores educacionais. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, o estado alcançou nota 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,9 nos anos finais e 4,4 no ensino médio, evidenciando avanço principalmente nas etapas iniciais. O índice, que varia de 0 a 10, é o principal termômetro da qualidade do ensino no país e combina desempenho dos alunos com taxas de aprovação.

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Na comparação nacional, Mato Grosso acompanha a média brasileira nos anos iniciais, mas ainda enfrenta desafios nas demais etapas, cenário semelhante ao restante do país. Ainda assim, o estado tem avançado em rankings mais amplos e já aparece entre os dez melhores do Brasil em educação, segundo levantamentos recentes, refletindo os investimentos e mudanças na gestão educacional.

A discussão ganhou força após a repercussão de vídeos que mostram brigas entre alunos em uma escola no bairro Tijucal, em Cuiabá. Questionado sobre o caso, Piveta afirmou que situações de violência devem ser enfrentadas com ação imediata das forças de segurança, mas também com medidas estruturais dentro das unidades escolares. “Se chamar a polícia, não demora para chegar”, disse.

Como resposta, o governo tem ampliado o modelo de escolas cívico-militares, que, segundo Piveta, já demonstrou resultados positivos em desempenho e organização. Ele afirmou que a unidade envolvida no episódio recente já foi convertida para esse modelo. “O que nós vamos fazer para coibir isso preventivamente é transformar nossas escolas em cívico-militar, para colocar disciplina, hierarquia e respeito”, declarou.

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Durante a entrevista, o governador também criticou o que considera excesso de debates ideológicos dentro das escolas, incluindo temas relacionados a gênero, defendendo que o foco do ensino deve estar na aprendizagem e na formação acadêmica tradicional. A posição, no entanto, integra um debate mais amplo no país, onde especialistas defendem que temas como diversidade e respeito também fazem parte da formação educacional.

Entre avanços e desafios, Mato Grosso apresenta hoje um cenário de transição: enquanto melhora seus indicadores e sobe no ranking nacional, ainda enfrenta dificuldades principalmente no ensino médio e nos anos finais do fundamental. Nesse contexto, o governo aposta na disciplina e na expansão das escolas cívico-militares como caminho para consolidar os resultados e tentar reposicionar a educação pública do estado entre as melhores do Brasil.
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