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Integrantes do Consea participam da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver

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Integrantes do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – Consea participaram da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, que reuniu mais de 300 mil vozes do Brasil e de cerca de 40 países em Brasília, na última terça-feira (25). 

A manifestação foi realizada após um hiato de 10 anos. A primeira Marcha das Mulheres Negras também foi realizada em Brasília, em 2015, e reuniu mais de 100 mil mulheres. 

Duas gerações – Participante da primeira edição da Marcha das Mulheres Negras, a integrante do Consea e do Movimento Negro Unificado, Ieda Leal, retornou nesta segunda edição acompanhada da neta, Luara Leal. “Marchamos juntas e certas de que estamos cada dia mais nos organizando para morar num país onde não haja racismo, e que a nossa democracia possa ser vivida de forma plena”, afirmou. 

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Foto: Ieda Leal – arquivo pessoal.

De acordo com Ieda Leal, o tema da marcha de 2025 – Reparação e Bem Viver – reforça a importância do acesso a todos os direitos que contribuem para uma existência digna, como educação de qualidade – e com referência racial na história-, saúde com atenção para a população negra, trabalho digno e segurança alimentar, entre outras pautas relevantes. 

Marcha histórica – A conselheira suplente do Consea e integrante da Rede de Mulheres Negras para Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (RedeSSAN), Fernanda Bairros, definiu a marcha deste ano como histórica. Para ela, foi uma oportunidade de mostrar a união das mulheres dentro do movimento e ao mesmo tempo,  demonstrar ao Estado de forma coletiva a insatisfação com a invisibilidade da agenda das mulheres negras no cerne das políticas públicas em diferentes aspectos – educação, saúde, segurança alimentar. 

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Foto: Fernanda Barros – arquivo pessoal.
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“ Eu marchei pela saúde das mulheres negras, pela segurança alimentar, por nossa proteção. Essa agenda é para ontem e este foi mais um momento histórico no qual as mulheres negras foram protagonistas”, disse Fernanda. 

 Crises – Já para a conselheira titular do Consea e integrante do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional de Povos Tradicionais de Matriz Africana (FONSANPOTMA), Kota Mulanji, a manifestação deste ano, após um longo período, evidencia a ausência de avanços significativos. 

“A necessidade de marchar novamente reflete o aprofundamento das crises que atingem desproporcionalmente as mulheres negras”. Entre os fatores que integram essas crises, Kota pontua a insegurança alimentar, crise climática e socioambiental. “As mulheres negras, historicamente ligadas às águas e florestas, são as mais atingidas por eventos climáticos extremos, ficando frequentemente sem moradia e sem recursos básicos”, afirmou. 

Apesar do cenário profundamente desfavorável, Kota Mulanji destaca que a Marcha não significou apenas dor, também foi uma potente demonstração de poder e capacidade propositiva. Ela afirma que ao levar as reinvindicações aos espaços de poder, as mulheres demonstraram que também carregam soluções. 

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Foto: Kota Mulanji – arquivo pessoal.

Sobre a Marcha das Mulheres Negras – Na edição de 2025, a representatividade foi ainda mais ampla. Mulheres de todas as idades e de diferentes origens, atenderam ao chamado. Quilombolas, ribeirinhas, urbanas, agricultoras, acadêmicas, artistas, mulheres de múltiplos contextos, unidas pela mesma causa, compareceram ao ato. 

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Representantes do governo federal e legislativo estiveram presentes fortalecendo a manifestação. Entre elas as ministras Aniele Franco, do Ministério da Igualdade Racial; Macaé Evaristo, Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania; Margareth Menezes, Ministério da Cultura; e também as deputadas federais Benedita da Silva (PT-RJ) e Talíria Petrone (PSOL-RJ). 

Programação – A programação foi extensa. Além da marcha, foram realizadas oficinas que abordaram temas como: acesso ao crédito e expansão de negócios e também sobre o processo de habilitação ao Programa Cozinha Solidária. 

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) promoveu o Seminário Nacional sobre as Políticas Sociais do MDS e SUAS sem Racismo, uma iniciativa que tratou sobre racismo institucional, acesso e equidade nas políticas de proteção social para mulheres negras. 

No plenário da Câmara dos Deputados, uma sessão solene homenageou o movimento e o protagonismo das mulheres negras. Uma comitiva com 12 representantes da Marcha das Mulheres Negras foi recebida para uma audiência com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Entre os temas tratados na reunião estiveram: o acesso público aos arquivos relativos ao período da escravidão e o reconhecimento pelo judiciário do projeto político afirmado pela Marcha.  

Leia aqui o manifesto das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver.

Fonte: Secretaria-Geral

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Alexandre Silveira destaca biocombustíveis como solução estratégica durante abertura do pavilhão brasileiro na Alemanha

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou, nesta segunda-feira (20/4), da abertura do pavilhão brasileiro na Hannover Messe 2026, realizada no “Messegelände”, Hall 12, em Hannover, na Alemanha. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro integrou uma das principais agendas da participação do Brasil como País-Parceiro Oficial da maior feira industrial do mundo.

Durante a visita ao espaço brasileiro, o principal destaque foi a agenda no estande da Be8, empresa responsável pelo desenvolvimento do biocombustível Bevant. A iniciativa evidencia o avanço do Brasil na produção de combustíveis renováveis e reforça o papel estratégico do país na oferta de soluções sustentáveis para a descarbonização da matriz energética global.

Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira com biocombustíveis coloca o país em posição de liderança no cenário internacional.

“O Brasil reúne condições únicas para liderar a transição energética. Temos uma matriz limpa e tecnologia consolidada em biocombustíveis, que nos permite oferecer soluções eficientes, sustentáveis e competitivas para o mundo. É isso que estamos apresentando aqui, ao lado do presidente Lula”, disse Silveira. 

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A participação brasileira na feira evidenciou a força da matriz energética nacional, uma das mais limpas do mundo, e o potencial do país em liderar soluções com base em etanol e biodiesel. Ao longo da agenda, foi reforçada a capacidade do Brasil de oferecer alternativas eficientes para a redução de emissões, sem a necessidade de altos custos adicionais em adaptação tecnológica.

A agenda também reforçou o fortalecimento das relações entre Brasil e Alemanha, ampliando oportunidades de cooperação em áreas como inovação, indústria, energia e tecnologia. O diálogo entre governos e empresas destacou o interesse mútuo na construção de parcerias de longo prazo, com foco em investimentos, intercâmbio tecnológico e desenvolvimento sustentável.

 

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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