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Turismo regenerativo coloca sociobioeconomia e gastronomia como novo modelo de desenvolvimento

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O turismo regenerativo ganhou destaque na COP30, com debates que apontaram a sociobioeconomia e a gastronomia como pilares de um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia. No estande “Conheça o Brasil”, do Ministério do Turismo na Green Zone, em Belém (PA), especialistas e chefs ressaltaram que práticas turísticas baseadas no respeito ao território, no conhecimento ancestral e na ciência são fundamentais para preservar ecossistemas e fortalecer economias locais.

No painel “Sociobioeconomia e gastronomia liderando um novo modelo de desenvolvimento”, o chef Saulo Jennings, primeiro embaixador gastronômico da ONU Turismo, destacou a urgência de se interromper o turismo predatório. Segundo ele, a transição para uma atividade que cuida dos territórios é inevitável.

“Por muito tempo tivemos um turismo de apropriação, de desgaste. Esse não é o turismo que queremos”, afirmou. Jennings ressaltou que a preservação de muitos destinos só existe graças à resistência das comunidades locais. Ao falar sobre sua atuação no Pará, lembrou que o crescimento do turismo exige responsabilidade. “Se não cuidarmos, voltamos ao turismo predatório. Não existe avanço sem educação, ciência e pesquisa”, apontou.

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O chef também abordou o papel estratégico da gastronomia brasileira, defendendo que ela tem força diplomática e potencial para impulsionar políticas de desenvolvimento. “O Brasil está consolidando sua gastrodiplomacia. Temos uma riqueza própria que precisa ser valorizada”, defendeu.

A diretora da ONG global Ambition Loop no Brasil, Renata Cabrera, reforçou que povos tradicionais são protagonistas da construção de soluções sustentáveis. Para ela, regeneração não é utopia: é desenvolvimento, renda e eficiência. “O sistema precisa de emprego e mecanismos que funcionem. O turismo tem um potencial gigantesco de ser uma economia limpa”, ressaltou. Ela destacou ainda a importância de organizar toda a cadeia produtiva do turismo gastronômico – do produtor ao prato servido ao visitante.

SUSTENTABILIDADE – A líder comunitária Prazeres Quaresma, chef e moradora da Ilha do Combu, na capital paraense, emocionou o público ao falar sobre continuidade, memória e futuro. Ela lembrou que, desde 2017, a comunidade realiza coleta de resíduos e, a partir de 2019, passou a utilizar biodigestores que transformam restos orgânicos em biogás e fertilizante, fortalecendo a economia local.

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“Queremos um turismo grande, regenerativo e duradouro. Que quem venha hoje encontre uma samaúma de 400 anos e que daqui a 10 anos veja as mesmas famílias mantendo seus rituais, florestas e ecossistemas. Isso é pertencimento”, pontuou.

Os participantes também destacaram a necessidade de políticas públicas estruturantes, como financiamento a microempreendedores ribeirinhos, melhorias em saneamento básico – especialmente na Ilha do Combu – e a ampliação de linhas de crédito voltadas a iniciativas comunitárias. O objetivo é fomentar modelos de turismo que distribuam renda e promovam justiça social.

O debate convergiu para uma conclusão: o turismo regenerativo não é apenas uma tendência, mas um caminho estratégico para o futuro da Amazônia. Ao unir conhecimento ancestral, ciência, gastronomia e sociobioeconomia, o setor se posiciona como motor de transformação, capaz de preservar a floresta, restaurar ecossistemas, fortalecer comunidades e inspirar políticas públicas de longo prazo.

Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Mais de 3,4 mil hospedagens já atuam com nova Ficha Digital de Hóspedes, de acordo com o Ministério do Turismo

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Mais de 3,4 mil meios de hospedagem formais de todo o Brasil – hotéis, pousadas, hostels, entre outros – já usam a nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital, que agiliza consideravelmente o procedimento de check-in para o consumidor e elimina o uso de papel por estabelecimentos do ramo.

A modernização é fruto de um sistema desenvolvido pelo Ministério do Turismo e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que será integralmente adotado a partir de 20 de abril (segunda-feira). Mais de 1,71 milhão de fichas já foram feitas no novo modelo, por um total de 3.406 empresas hoteleiras.

Semelhante ao sistema usado no check-in de voos, a FNRH digital permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br. Todo o processo pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirma que a modernização vai qualificar ainda mais a experiência de viagem pelo Brasil.

“Hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem vão passar a oferecer um check-in muito mais ágil, confortável e seguro. Além de eliminar o uso de papel e contribuir para a sustentabilidade ambiental do nosso país, a nova ficha digital vai facilitar a vida de todos: do hóspede, que não perderá mais tempo com procedimentos demorados em balcões de recepção; e dos empreendedores do setor, que vão ter menos custos e poderão aprimorar seus negócios”, ressaltou o ministro.

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Ações do ministério

O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema, implementado gradativamente desde novembro de 2025. A fim de auxiliar na preparação, o órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.

O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.

“O Ministério do Turismo está à inteira disposição para ajudar nesta que é uma das maiores transformações do segmento no governo do presidente Lula. Portanto, você, hoteleiro, conte conosco e faça sua adesão. Este é mais um grande avanço do turismo brasileiro, cuidando ainda melhor de quem faz o nosso setor crescer e se consolidar como um dos grandes geradores de emprego, renda e inclusão social no Brasil”, acrescenta o ministro Gustavo Feliciano.

Adesões

A pasta reforça que o processo requer adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

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Os estados de São Paulo (693), Minas Gerais (313), Santa Catarina (311), Rio de Janeiro (305) e Rio Grande do Sul lideram (258) em número de estabelecimentos que já aderiram à nova FNRH digital.

Na região Norte, destaque para o Pará, com 57 empreendimentos adequados, seguido do Amazonas, onde o número chega a 53. Já no Centro-Oeste, o Mato Grosso saiu na frente, com 86 meios de hospedagem já adaptados, bem como Goiás, no qual 78 empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.

Proteção de dados

A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações sensíveis seja feito em ambiente criptografado e controlado.

Por André Martins
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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