CUIABÁ
Prefeita em exercício de Cuiabá destaca autonomia na gestão e primeiras ações durante ausência de Abílio
Administração Municipal
JB News
por Ana Paula Figueiredo
Coronel Vânia afirma que tem mantido a continuidade administrativa e promoveu ajustes pontuais na Saúde
A vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Cristina, afirmou na manhã desta segunda-feira (4) que tem tido autonomia plena para conduzir a administração municipal durante a ausência do prefeito Abilio Júnior, que está em viagem.
Segundo Vânia, a gestão segue conforme o planejamento estabelecido, com ajustes pontuais realizados para garantir o bom funcionamento dos serviços públicos.
“Tenho tido toda a autonomia. Estamos segurando a gestão que foi feita pelo prefeito, fazendo ajustes internos quando necessário, como na Secretaria de Saúde, e garantindo que os servidores estejam contentes”, declarou.
A vice-prefeita destacou que, embora existam diferenças de estilo administrativo entre ela e o prefeito, o objetivo tem sido assegurar a continuidade das ações da Prefeitura sem gerar impactos negativos. Entre as medidas recentes, ela citou a aprovação de um projeto de lei na Câmara Municipal que institui o Prêmio Saúde, voltado ao reconhecimento de servidores da área.
Sobre a relação com o Legislativo, Vânia afirmou que pretende manter diálogo com os vereadores, mas sem participar diretamente das sessões.
“Quero fazer um trabalho mais político com os parlamentares, mas minha prioridade tem sido a agenda administrativa e a execução das ações pontuais da Prefeitura”, explicou.
Durante o período em que o prefeito está fora, Vânia disse que tem evitado contato direto com Abilio, deixando as decisões de rotina e mediações sob responsabilidade do secretário de Governo.
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CUIABÁ
Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura
A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)
O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.
Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.
Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.
O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.
Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.
Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.
A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.
Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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