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Câmeras de reconhecimento facial serão instaladas em ônibus para ajuldar a prender foragidos

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Por Alisson Gonçalves

Em mais um passo rumo à modernização da segurança pública, o secretário de Estado de Segurança, coronel César Roveri, anunciou que ônibus do transporte coletivo na Baixada Cuiabana receberão câmeras com tecnologia de reconhecimento facial.

A novidade visa ampliar a sensação de segurança da população e permitir a captura imediata de indivíduos com mandado de prisão em aberto.

A medida integra o programa “Vigia Mais MT”, responsável pela instalação de mais de 13 mil câmeras em áreas estratégicas do estado.

Agora, os veículos de transporte público também passarão a ser monitorados, seguindo o exemplo de locais como shoppings, aeroportos e a Arena Pantanal, onde a tecnologia já contribuiu para diversas prisões.

Segundo Roveri, a ideia surgiu após uma missão oficial à Ásia, onde a comitiva do Governo de Mato Grosso conheceu sistemas de segurança e transporte integrados no Japão e na Coreia do Sul.

“Foi uma viagem muito produtiva. Aprendemos muito sobre integração tecnológica, e o transporte público será o próximo foco dessa transformação”, afirmou o secretário.

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O funcionamento será direto: ao embarcar, o rosto dos passageiros será analisado em tempo real por um sistema interligado às bases de dados da segurança pública.

Se um foragido for identificado, uma viatura será acionada e estará à espera na parada seguinte para efetuar a prisão. “Quem estiver com mandado em aberto será preso”, disse Roveri com firmeza.

Essa “muralha digital”, como definiu o secretário, busca não apenas reprimir, mas prevenir crimes antes mesmo que aconteçam.

“A tecnologia permite antecipação. Já tivemos resultados positivos em shoppings e eventos, e agora queremos levar essa efetividade ao transporte coletivo”, completou.

A medida deve começar a ser implementada ainda neste semestre, inicialmente na capital, e pode ser expandida para outras regiões conforme os resultados.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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