EDUCAÇÃO
MEC orienta gestores estaduais sobre adesão à Prova Nacional Docente
O Ministério da Educação (MEC) apresentou, nesta quinta-feira, 27 de março, orientações para secretários estaduais de educação sobre a adesão à Prova Nacional Docente (PND), exame criado para melhorar a qualidade da formação, estimular a realização de concursos públicos e induzir o aumento de professores nas redes públicas de ensino. A apresentação ocorreu durante a 1ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Educação de 2025, em João Pessoa (PB).
Representando o ministro da Educação, Camilo Santana — em missão no Japão —, o secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, detalhou os objetivos e os benefícios da PND, iniciativa do programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações de reconhecimento e qualificação do magistério da educação básica e de incentivo à docência no país. Também acompanharam o encontro a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt; o diretor de Articulação e Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica, Claudio Alex, e a diretora de Programa, Luciana Massukado, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC.
As redes públicas de ensino poderão optar por utilizar a PND como etapa única ou complementar dos concursos públicos ou dos processos simplificados de contratação que venham a realizar. E, para orientar gestores das secretarias de Educação, de Administração e de Gestão, o MEC elaborou um guia prático com foco principalmente na elaboração dos editais de seleção e concurso.
Respondendo a perguntas dos secretários estaduais de educação, Barchini esclareceu: “Não é um concurso nacional; é uma prova. Debatíamos essa ideia desde 2011. É importante porque, em municípios menores, os processos seletivos são raros, por muitas razões, como custos. […] Agora estamos com o prazo aberto para adesão das redes e oferecemos um guia prático para auxiliar os gestores a utilizarem a prova nacional em suas seleções”.
Barchini destacou também os demais eixos do Programa Mais Professores, como o Pé-de-Meia Licenciaturas e a Bolsa Mais Professores. Explicou que o Pé-de-Meia Licenciaturas é uma bolsa de incentivo destinada a atrair estudantes com alto desempenho para as licenciaturas e para a carreira docente, reduzir a evasão e incentivar o ingresso de concluintes das licenciaturas nas redes públicas de ensino.
Propag – Outro assunto que o secretário-executivo detalhou foi o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), iniciativa por meio da qual o Governo Federal viabilizará ações que objetivam a ampliação e o fortalecimento da educação profissional e tecnológica (EPT) no Brasil. Barchini respondeu dúvidas e destacou: “O Propag é uma oportunidade única de termos um recurso que não era destinado à educação sendo direcionado agora para a área, que são os juros da dívida. Entendemos que cada estado tem sua necessidade e precisamos do diálogo para que juntos possamos assegurar esses recursos para a educação”. A implementação das ações do programa relacionadas à EPT será acompanhada pela Setec.
Recomposição da aprendizagem – Em sua fala, a secretária Kátia Schweickardt abordou as políticas do ministério para solucionar questões relacionadas aos problemas de aprendizagem decorrentes da pandemia causada pela covid-19, como o Pacto Nacional pela Recomposição da Aprendizagem. Segundo ela, a recomposição da aprendizagem faz um link com todas as políticas prioritárias na educação básica brasileira. “Hoje, a recomposição tem dimensões enfrentadas dentro da nossa política de fortalecimento de educação integral, cujo principal eixo é o programa Escola de Tempo Integral. Ela [a recomposição] também tem uma dimensão sendo enfrentada dentro da Política Nacional de Ensino Médio, especialmente olhando para a juventude mais socialmente vulnerabilizada, que hoje é atendida pelo Pé-de-Meia; e também tem dimensões sendo enfrentadas na nossa Estratégia Nacional de Escolas Conectadas e dentro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada”, explicou.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Executiva (SE/MEC)
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.
O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.
A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.
A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.
Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.
Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.
A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.
O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.
Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.
A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.
O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.
Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.
A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.
Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.
A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.
Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.
Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.
Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.
Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.
A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.
Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.
Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.
A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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