EDUCAÇÃO
Brasil e Japão ampliam cooperação na área educacional
A agenda do Ministério da Educação (MEC) em Tóquio, no Japão, incluiu a assinatura do Memorando de Cooperação em Educação entre o MEC e o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão. O documento destaca a importância da educação e do desenvolvimento de recursos humanos para o progresso dos dois países, bem como da cooperação internacional e do diálogo político em educação e pesquisa. O diálogo educacional bilateral entre Brasil e Japão ocorreu nesta quarta-feira, 26 de março, e contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana; do primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba; e da ministra da Educação local, Toshiko Abe.
O memorando também aponta a necessidade do intercâmbio e do desenvolvimento profissional de funcionários governamentais, acadêmicos, professores, especialistas, estudantes e funcionários administrativos de instituições de ensino superior. Além disso, ressalta a relevância da cooperação e do intercâmbio de informações sobre seus respectivos sistemas e políticas educacionais voltados a apoiar as reformas educacionais em curso.
“O memorando vai possibilitar que temas importantes de pautas de ambos os países possam ter prioridade no debate, nas discussões e nos encaminhamentos. Já tivemos algumas reuniões importantes nesses primeiros dias com representantes das escolas brasileiras aqui, no Japão, para fortalecer essa relação”, afirmou Santana.
Segundo o ministro, na reunião, os representantes das escolas brasileiras no Japão trouxeram para a pauta o Fundo do Ensino Médio no Japão – subsídio concedido pelo governo para estudantes estrangeiros –, que pode ser descontinuado. “Há uma preocupação em relação a isso. Então, tem sido uma das prioridades no debate aqui no país”, explicou Santana.
Agenda – Nesta quarta-feira (26), o presidente Lula, o ministro Santana e os demais ministros que fazem parte da comitiva presidencial no Japão também se reuniram com representantes sindicais brasileiros e japoneses, incluindo professores e pesquisadores, além de empresários.
“A pauta da educação tem sido uma prioridade dos conselhos de cidadãos brasileiros no Japão, com temas importantes, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), pois querem fazer um Enem aqui [no Japão] para os jovens, e o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Também se discutiu a importância de melhorar a qualificação da aprendizagem da língua japonesa nas escolas japonesas do país”, disse o ministro.
Camilo Santana ainda informou que o MEC começará um projeto–piloto de tutoria para melhorar a aprendizagem de japonês pelos alunos brasileiros que estudam no país, além de prestar apoio pedagógico, apoiando o desempenho escolar desses estudantes. “Essa é uma parceria que está sendo feita com a Universidade Federal do Paraná”, adiantou.
A comitiva também participou do Fórum Econômico Brasil-Japão com anúncios comerciais importantes para o Brasil. “São pautas importantes que nós estamos cumprindo nessa missão, além das relações comerciais climáticas que o presidente Lula tem discutido com os setores, não só com o imperador, mas também com o primeiro-ministro“, finalizou.
Relação diplomática – Ao todo, a comitiva brasileira assinou dez acordos e 80 instrumentos de cooperação entre as duas nações, após uma série de agendas no país asiático. O estreitamento de vínculos ficou ainda mais claro na declaração do presidente Lula à imprensa, após reunião bilateral com o primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, em Tóquio. Ficou decidido que, a partir de agora, os chefes de Estado se visitarão a cada dois anos.
Essa é a primeira visita de Estado de um chefe de governo estrangeiro ao Japão desde 2019. O país asiático costuma receber somente um visitante dessa natureza por ano, mas havia interrompido essa prática durante a pandemia causada pela covid-19.
Em 2025, comemoram-se os 130 anos das relações diplomáticas Brasil-Japão. O Brasil conta com a maior população nipodescendente fora do Japão, estimada em mais de 2 milhões de pessoas, e o Japão abriga a quinta maior comunidade brasileira no exterior, com 210 mil nacionais. Dos brasileiros que vivem no Japão, estima-se que 30 mil estejam em idade de escolarização básica (dos 6 aos 18 anos), dos quais 4 mil (13%) frequentam escolas privadas de currículo brasileiro.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Internacional (AI/MEC) e do Palácio do Planalto
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
Piveta atribui crise da educação à Nova República, crítica pauta de gênero e aposta em mais escolas modelo cívico-militar em MT, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A educação pública de Mato Grosso entrou novamente no centro do debate após declarações do governador em exercício Otaviano Piveta, que atribuiu a piora histórica do ensino no Brasil às transformações ocorridas a partir da Nova República e, especialmente, após o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, ao longo dos últimos 30 anos houve uma perda de valores fundamentais dentro das escolas, como disciplina, hierarquia e respeito, o que teria contribuído diretamente para a queda da qualidade educacional.
“Uma das causas da degradação do nosso sistema de educação ao longo dos últimos 30 anos. Depois da Nova República, aí é que começou a degringolar”, afirmou o governador, ao defender uma mudança de rumo no ensino público.
Apesar das críticas ao passado, os dados mais recentes mostram que Mato Grosso vem apresentando evolução nos indicadores educacionais. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, o estado alcançou nota 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,9 nos anos finais e 4,4 no ensino médio, evidenciando avanço principalmente nas etapas iniciais. O índice, que varia de 0 a 10, é o principal termômetro da qualidade do ensino no país e combina desempenho dos alunos com taxas de aprovação.
Na comparação nacional, Mato Grosso acompanha a média brasileira nos anos iniciais, mas ainda enfrenta desafios nas demais etapas, cenário semelhante ao restante do país. Ainda assim, o estado tem avançado em rankings mais amplos e já aparece entre os dez melhores do Brasil em educação, segundo levantamentos recentes, refletindo os investimentos e mudanças na gestão educacional.
A discussão ganhou força após a repercussão de vídeos que mostram brigas entre alunos em uma escola no bairro Tijucal, em Cuiabá. Questionado sobre o caso, Piveta afirmou que situações de violência devem ser enfrentadas com ação imediata das forças de segurança, mas também com medidas estruturais dentro das unidades escolares. “Se chamar a polícia, não demora para chegar”, disse.
Como resposta, o governo tem ampliado o modelo de escolas cívico-militares, que, segundo Piveta, já demonstrou resultados positivos em desempenho e organização. Ele afirmou que a unidade envolvida no episódio recente já foi convertida para esse modelo. “O que nós vamos fazer para coibir isso preventivamente é transformar nossas escolas em cívico-militar, para colocar disciplina, hierarquia e respeito”, declarou.
Durante a entrevista, o governador também criticou o que considera excesso de debates ideológicos dentro das escolas, incluindo temas relacionados a gênero, defendendo que o foco do ensino deve estar na aprendizagem e na formação acadêmica tradicional. A posição, no entanto, integra um debate mais amplo no país, onde especialistas defendem que temas como diversidade e respeito também fazem parte da formação educacional.
Entre avanços e desafios, Mato Grosso apresenta hoje um cenário de transição: enquanto melhora seus indicadores e sobe no ranking nacional, ainda enfrenta dificuldades principalmente no ensino médio e nos anos finais do fundamental. Nesse contexto, o governo aposta na disciplina e na expansão das escolas cívico-militares como caminho para consolidar os resultados e tentar reposicionar a educação pública do estado entre as melhores do Brasil.
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