Tecnologia
IPCC abre período de indicações de especialistas para os grupos de trabalho
Os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e das Relações Exteriores (MRE) informam que o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) abriu nesta sexta-feira (07) chamada para indicações de especialistas interessados em contribuir com os Grupos de Trabalho do Sétimo Ciclo de Avaliação (AR7).
O prazo para que os pontos focais efetuem as indicações ao IPCC é até 17 de abril. Por isso, as pastas solicitam que os interessados enviem manifestação de interesse acompanhado dos documentos necessários (ver lista abaixo) por email até 10 de abril. A antecipação é necessária para efetuar as nominações dentro do prazo.
“A emergência climática já é uma realidade do nosso cotidiano. Essa é uma oportunidade muito relevante para que os especialistas brasileiros possam contribuir, contemplando as áreas científicas, tecnológicas e de políticas, nos diferentes aspectos que a agenda da mudança do clima abrange”, destaca o coordenador de Mudanças Ambientais Globais do MCTI, Antonio Marcos Mendonça. “Incentivamos que os cientistas brasileiros se engajem nesse trabalho”, complementa.
As indicações serão para atuar nas funções de coordenador de autores líderes, autores líderes e editores revisores dos três Grupos de Trabalho: (I) a base científica da mudança do clima; (II) impactos, vulnerabilidade e adaptação; e (III) mitigação da mudança do clima.
Os especialistas selecionados avaliarão o conjunto da literatura mais recente relacionada à mudança do clima. Eles trabalharão para atingir os resultados definidos no escopo científico aprovado na semana passada durante a 62a Sessão do IPCC, realizada na China. O escopo de cada grupo de trabalho pode ser consultado neste link.
As indicações dos interessados somente podem ser feitas pelos pontos focais dos governos que integram o IPCC e membros do bureau do IPCC.
Como proceder – Os especialistas brasileiros interessados em contribuir com um dos grupos de trabalho devem acessar o site do IPCC com as orientações, escolher o Grupo de Trabalho de interesse e baixar o formulário correspondente. O formulário deve ser preenchido e remetido ao email [email protected] acompanhado de mini-currículo. Os dois documentos devem estar em inglês e o mini-currículo deve conter no máximo quatro
páginas e estar em formato PDF. O mini-currículo deve conter no máximo 4 páginas. O sistema de indicações do IPCC não aceita documentos com quantidade maior de páginas.
Somente manifestações que estejam integralmente em conformidade com os requisitos serão consideradas. As manifestações serão remetidas ao MRE, ponto focal do IPCC no Brasil.
A seleção é realizada pelo IPCC e, de acordo com dados da plataforma, consideram critérios como experiência técnica e científica, representação regional e de gênero, diversidade de perspectivas, entre outros. Mais informações sobre o processo podem ser acessadas neste link.
Tecnologia
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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