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Ministro Carlos Fávaro entrega máquinas e equipamentos para assentamentos de São José do Povo

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, entregou máquinas e equipamentos para famílias assentadas de São José do Povo, região Sul de Mato Grosso, na tarde desta sexta-feira (28).

A ação é parte do Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais e Sustentabilidade da Agricultura Familiar, desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) com o objetivo de desenvolver a atividade agropecuária nas comunidades rurais, tornando-as mais modernas, sustentáveis e competitivas.

“Essa tarde é o símbolo do compromisso do presidente Lula com o desenvolvimento regional, com a produção de alimentos e o combate à fome”, declarou o ministro, durante as entregas. Ele ressaltou que o programa foi estruturado para reduzir as desigualdades, lembrando que Mato Grosso é um dos expoentes da agropecuária mundial, mas os pequenos produtores ainda precisam de incentivo para alavancar a produção.

Em São José do Povo, são cinco assentamentos beneficiados com patrulhas, caminhões e equipamentos. Ao todo, foram investidos mais de R$ 4,3 milhões pelo Mapa para as famílias dos assentamentos Sandrini, João Pessoa, Márcio Pereira,Padre Josimo e Salete Strozake.

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Prefeito de São José do Povo, Júnior da Saúde ressaltou a importância da ação para o município com melhorias para os pequenos produtores. Representando as famílias assentadas, o presidente da Câmara Municipal, vereador Nilsinho, destacou que em São José do Povo atuam cerca de 700 pequenos produtores e que o programa do Mapa vai proporcionar o desenvolvimento da região.

As entregas foram realizadas no P.A. Márcio Pereira, que conta com 90 famílias assentadas e produção voltada para a pecuária. Presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Assentamento Márcio Pereira (Aspram), Toarpa Garcia Rocha explicou que o maquinário será utilizado para incrementar a produção nos assentamentos, garantindo mais competitividade aos produtores assentados e mais alimentos para os moradores da cidade.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

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A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.

O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.

O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.

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Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.

Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.

No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.

O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.

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O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.

Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.

Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.

Fonte: Pensar Agro

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