Polícia Federal
Aliado de Emanuel Pinheiro e militar reformado também foram alvos da PF em operação que apura Fake News contra Mauro Mendes
JB News
Por Nayara Cristina
Luiz Augusto Vieira Silva, ex-servidor da prefeitura de Cuiabá, foi um dos alvos da Polícia Federal (PF), nesta manhã de sexta-feira 14.02 que ocorreram em Cuiabá e Várzea Grande. O Ex- servidor da prefeitura de Cuiabá, e braço direito do prefeito Emanuel Pinheiro, que mora no Bairro Despraiado, teve sua casa vasculhada pelos agentes da PF por conta dos cumprimentos de mandados nesta sexta-feira 14.02.
Além dele, o militar reformado, Adavilso Azevedo da Costa, e o bispo e secretário de Assistência Social de Várzea Grande Gustavo Henrique Duarte, também foram alvos na operação que apura a disseminação de notícias falsas, nas eleições de 2022, praticadas contra o atual governador Mauro Mendes.
Somente o ex-secretário Gustavo foi preso por conta da sua conduta contra os agentes da PF. Ele foi levado a prestar esclarecimentos na sede da Polícia Federal por desacato.
A PF não divulgou quais eram as atribuições dos envolvidos no esquema de Fake News. Durante a operação os policias apreenderam os aparelhos telefônicos dos envolvidos.
As ordens para as buscas foram requeridas pelo Núcleo Regional Eleitoral das garantias, anexo ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.
Segundo as informações, os envolvidos disseminaram noticias falsas e caluniosas contra o governador durante a campanha eleitoral.
Polícia Federal
Ex-assessor de ministras preso pela PF vazou informações sigilosas e monitorava delegado em esquema com lobista de MT
JB News
Por Emerson Teixeira
Ex-assessor é preso após monitorar delegado e vazar decisões judiciais em esquema milionário de corrupção
A prisão de Márcio José Toledo Pinto, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta terça-feira (31), elevou o nível de gravidade das investigações da Operação Sisamnes e revelou novos elementos sobre um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais em instâncias superiores. Apontado como peça-chave na engrenagem criminosa, o ex-assessor é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves para manipular informações e atuar em processos de interesse privado.
A nova ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal apresentar indícios adicionais colhidos a partir da análise do celular do investigado. Inicialmente, o pedido de prisão temporária havia sido negado, mas o avanço das investigações levou à decretação da medida mais rigorosa.
Um dos pontos mais graves identificados pela Polícia Federal foi o monitoramento de um delegado responsável pelo caso. O próprio investigador percebeu que estava sendo seguido, realizou a abordagem e identificou Márcio. Para os agentes, a conduta configura tentativa de obstrução das investigações.
Segundo relatos, o ex-assessor alegou que apenas acompanhava o delegado porque ele estaria utilizando um veículo apreendido, justificativa que não convenceu os investigadores.
De acordo com relatório enviado ao STF, Márcio foi indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As investigações apontam que ele produziu minutas e decisões com base em jurisprudências para atender interesses de terceiros, além de vazar informações sigilosas de gabinetes ligados a tribunais superiores.
Márcio já havia sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024. Ele atuou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.
As quebras de sigilo bancário indicaram que o lobista teria repassado cerca de R$ 4 milhões ao investigado por meio de uma empresa em nome da esposa de Márcio, reforçando a suspeita de pagamento por favorecimento em decisões judiciais.
Apesar da gravidade do caso, o novo relatório elaborado pelo delegado José Heloíse dos Santos Neto aponta que não há, até o momento, indícios de participação de ministros de tribunais superiores no esquema.
A defesa do investigado ainda não se manifestou. Em declarações anteriores, Márcio negou envolvimento nas irregularidades.
A prisão aprofunda a crise envolvendo suspeitas de corrupção no Judiciário e coloca sob pressão um dos esquemas mais sensíveis já investigados pela Polícia Federal nos últimos anos.
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