POLITICA

Janaina Riva critica boicote francês à carne do Mercosul e defende reciprocidade; Veja Vídeo

Publicados

em

JB News

Por Alisson Gonçalves

Em uma declaração contundente, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) usou suas redes sociais para criticar a recente decisão do CEO da Carrefour na França, Alexandre Bompard, de suspender a compra de carne proveniente de países do Mercosul, argumentando que tal boicote terá um impacto irrelevante para o Brasil, mas poderá ser prejudicial para a economia francesa.

“Para a gente não é nada significativo, mas se o Brasil resolvesse impor restrições em resposta, com certeza eles se arrependeriam da decisão”, destacou Janaina em vídeo publicado no Instagram, referindo-se à lei da reciprocidade.

A parlamentar observou que a participação da carne brasileira na produção total no país é de apenas 0,005%, comparando a situação ao Brasil deixar de importar produtos como rapadura da França: “Quer dizer, é insignificante para a nossa economia”.

De acordo com Riva, o boicote é uma tentativa da França de proteger sua produção agrícola, que enfrenta dificuldade para competir com a produção brasileira, que usa uma porcentagem menor de território para a produção.

Leia Também:  Flavia Moretti pede na justiça redução de repasse para a Câmara Municipal 

“Enquanto o Brasil usa menos de 12% do seu território para produzir, a França utiliza 60%. Isso gerará preocupação dentro da União Europeia”, pontuou a deputada.

O CEO do Carrefour na França, em carta datada de 20 de novembro, indicou que a decisão de boicotar a carne do Mercosul se baseia em normas e exigências que, segundo ele, não são atendidas pelos produtos sul-americanos.

A repercussão da decisão causou indignação em diversas esferas no Brasil, especialmente no setor agropecuário. A Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso) emitiu uma nota de repúdio, enquanto o governador Mauro Mendes (União Brasil) convocou a população para um boicote aos produtos das redes Carrefour e Atacadão.

Janaina concluiu seu discurso ressaltando a importância de preservar a imagem do estado de Mato Grosso, que, segundo ela, é um dos maiores produtores do Brasil e, ao mesmo tempo, o que mais preserva o meio ambiente.

“O que não podemos é cair nessas conversas e devemos preparar nossos jovens para defender nosso estado e nossos produtos.”

Leia Também:  Beto Dois a Um promove encontro em Cáceres e ressalta importância de mais participação social na política

Veja

COMENTE ABAIXO:

POLITICA

Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

Publicados

em

Por

JB News

pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

Leia Também:  Comunidade Aguaçu declara apoio a Botelho

Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

Leia Também:  Jayme Campos compõe elite parlamentar do Congresso, segundo o DIAP

O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

Veja:

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA