POLITICA
Projeto na ALMT quer proibir crianças e adolescentes na parada LGBTQIAP+ em MT
JB News
Da Redação
Nesta terça-feira,09, os deputados estaduais de Mato Grosso debateram um projeto de lei polêmico que visa proibir a presença de crianças e adolescentes em eventos como a Parada LGBTQIAP+.
O texto, de autoria do deputado licenciado Elizeu Nascimento (PL), já foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos da Casa e agora será submetido à votação no plenário.
O projeto de lei tem gerado grande debate e controvérsia entre a população e legisladores.
De um lado, os defensores argumentam que a medida é necessária para proteger os menores de idade de conteúdos que consideram inadequados.
Do outro lado, militantes LGBTQIAP+ e defensores dos direitos humanos criticam a proposta, afirmando que ela promove discriminação e retira das famílias a autonomia para decidir sobre a participação de seus filhos nesses eventos.
Em resposta à votação iminente, grupos de militantes LGBTQIAP+ prometeram realizar um ato em frente à Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Eles pretendem protestar contra o projeto e chamar a atenção para o que consideram uma tentativa de censura e violação dos direitos da comunidade LGBTQIAP+.
A votação do projeto de lei será um momento decisivo para a política estadual e poderá ter repercussões significativas tanto para a comunidade LGBTQIAP+ quanto para as futuras regulamentações de eventos públicos no estado.
EDUCAÇÃO
Piveta atribui crise da educação à Nova República, crítica pauta de gênero e aposta em mais escolas modelo cívico-militar em MT, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A educação pública de Mato Grosso entrou novamente no centro do debate após declarações do governador em exercício Otaviano Piveta, que atribuiu a piora histórica do ensino no Brasil às transformações ocorridas a partir da Nova República e, especialmente, após o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, ao longo dos últimos 30 anos houve uma perda de valores fundamentais dentro das escolas, como disciplina, hierarquia e respeito, o que teria contribuído diretamente para a queda da qualidade educacional.
“Uma das causas da degradação do nosso sistema de educação ao longo dos últimos 30 anos. Depois da Nova República, aí é que começou a degringolar”, afirmou o governador, ao defender uma mudança de rumo no ensino público.
Apesar das críticas ao passado, os dados mais recentes mostram que Mato Grosso vem apresentando evolução nos indicadores educacionais. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, o estado alcançou nota 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,9 nos anos finais e 4,4 no ensino médio, evidenciando avanço principalmente nas etapas iniciais. O índice, que varia de 0 a 10, é o principal termômetro da qualidade do ensino no país e combina desempenho dos alunos com taxas de aprovação.
Na comparação nacional, Mato Grosso acompanha a média brasileira nos anos iniciais, mas ainda enfrenta desafios nas demais etapas, cenário semelhante ao restante do país. Ainda assim, o estado tem avançado em rankings mais amplos e já aparece entre os dez melhores do Brasil em educação, segundo levantamentos recentes, refletindo os investimentos e mudanças na gestão educacional.
A discussão ganhou força após a repercussão de vídeos que mostram brigas entre alunos em uma escola no bairro Tijucal, em Cuiabá. Questionado sobre o caso, Piveta afirmou que situações de violência devem ser enfrentadas com ação imediata das forças de segurança, mas também com medidas estruturais dentro das unidades escolares. “Se chamar a polícia, não demora para chegar”, disse.
Como resposta, o governo tem ampliado o modelo de escolas cívico-militares, que, segundo Piveta, já demonstrou resultados positivos em desempenho e organização. Ele afirmou que a unidade envolvida no episódio recente já foi convertida para esse modelo. “O que nós vamos fazer para coibir isso preventivamente é transformar nossas escolas em cívico-militar, para colocar disciplina, hierarquia e respeito”, declarou.
Durante a entrevista, o governador também criticou o que considera excesso de debates ideológicos dentro das escolas, incluindo temas relacionados a gênero, defendendo que o foco do ensino deve estar na aprendizagem e na formação acadêmica tradicional. A posição, no entanto, integra um debate mais amplo no país, onde especialistas defendem que temas como diversidade e respeito também fazem parte da formação educacional.
Entre avanços e desafios, Mato Grosso apresenta hoje um cenário de transição: enquanto melhora seus indicadores e sobe no ranking nacional, ainda enfrenta dificuldades principalmente no ensino médio e nos anos finais do fundamental. Nesse contexto, o governo aposta na disciplina e na expansão das escolas cívico-militares como caminho para consolidar os resultados e tentar reposicionar a educação pública do estado entre as melhores do Brasil.
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