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Comandante-geral da PM defende corporação após denúncias do MP por supostas execuções de suspeitos, “Não somos recebidos com flores”

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JB News

Da Redação

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Mendes, manifestou-se em defesa da corporação após o Ministério Público Estadual (MPE) denunciar dezenas de policiais militares por supostas execuções de suspeitos.

As denúncias, que envolvem 23 mortes de civis, foram resultado da Operação Simulacrum, deflagrada em 2020. Segundo os promotores, as mortes foram consideradas execuções planejadas.

Em um artigo enviado à imprensa e publicado nas redes sociais, o coronel Mendes destacou que a tropa tem sua confiança e a confiança da sociedade mato-grossense, que sabe separar a realidade da ideologia. “Que sabe que as facções não têm por costume nos receber com flores”, afirmou.

Mendes argumentou que quando uma morte ocorre durante uma ocorrência, não se pode falar em homicídio doloso ou assassinato. “Principalmente porque, em regra, nenhum policial militar sai de casa para matar. Esse é o pressuposto que vale para o policial e para todo servidor público, que não existe para agir contra a lei”, explicou.

O comandante contestou a narrativa de uma “polícia que mata” em Mato Grosso, associada a um crescimento alarmante de mortes, que segundo o MPE, aumentou 880% entre 2015 e 2023 na Grande Cuiabá.

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“Entender esse crescimento de mortes deve passar pela compreensão do aumento do poderio bélico das facções, pela impunidade, pelo congestionamento do Judiciário, pela morosidade do sistema e pela falta de leis efetivas”, argumentou.

Mendes reconheceu o papel vital do Ministério Público como fiscal da lei, mas ressaltou que também é passível de erros ou excessos.

“Sabemos, sem sombra de dúvida, que uma postura de grupo não se confunde com a séria instituição MP, nem haverá de dificultar o diálogo institucional”, disse.

Ele considerou incorreto responsabilizar a PM pelo aumento de mortes, uma vez que cada caso não foi individualizado em um processo nem descrito através de perícias conclusivas antes de garantir aos supostos autores o direito à ampla defesa.

“Firmados na legalidade estamos, juntos apesar de qualquer tentativa de intimidação. Não sou filho de pai assustado. Não somos. Quem anda na legalidade, a maioria absoluta da tropa, tem o meu respaldo. Sigamos em frente, a despeito dos profetas do caos”, concluiu.

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As Denúncias:

Entre quinta e sexta-feira, o MPE denunciou dezenas de policiais militares por 23 mortes de civis, consideradas execuções. Os casos foram investigados pela Operação Simulacrum, deflagrada em 2020.

Os policiais são acusados de armar emboscadas para executar suspeitos de crimes em Cuiabá e Várzea Grande, com a ajuda de um segurança particular que recrutava assaltantes e avisava a PM sobre as ações.

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Integração entre Samu e Corpo de Bombeiros amplia atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso

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Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não será interrompido e seguirá atendendo normalmente

Ana Lazarini | SES-MT
Integração permite maior agilidade no socorro às vítimas
Crédito – Secom-MT

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reforça que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) segue ativo e não será interrompido em Mato Grosso. O serviço é essencial para a assistência à população e continuará operando normalmente, de forma integrada ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).

Firmada em junho de 2025, a atuação conjunta entre Samu e Corpo de Bombeiros ampliou a capacidade de resposta no atendimento pré-hospitalar em todo o Estado. O tempo-resposta às chamadas já foi reduzido em 36%, enquanto o número de atendimentos prestados à população aumentou em 30%. A cooperação também possibilitou a ampliação em 100% da cobertura na região da Baixada Cuiabana.

A integração permite maior agilidade no socorro às vítimas, especialmente em ocorrências como acidentes de trânsito, emergências clínicas, resgates e situações de risco.

“O Samu permanece como um dos pilares do atendimento de urgência e emergência em Mato Grosso. A integração com o Corpo de Bombeiros vem para somar esforços e garantir um serviço ainda mais eficiente à população”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

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Com a cooperação entre as instituições, o Samu passou a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) e as chamadas para os números de emergência médica 192, do SAMU, e 193, do Corpo de Bombeiros, são direcionadas para uma única central de atendimento, que envia a ambulância mais próxima da ocorrência, agilizando o resgate.

A SES faz a gestão direta do Samu da Baixada Cuiabana – nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé. Os 20 serviços de Samu que estão ativos em outras cidades do interior são administrados pelos próprios municípios.

A Secretaria enfatiza que não há qualquer medida para o encerramento do Samu. Ao contrário, o Estado tem promovido ações para qualificar o serviço, como a renovação da frota de ambulâncias, a capacitação de profissionais, o aprimoramento da estrutura de regulação e a implantação de pelo menos 20 novos serviços municipais do Samu, com aporte financeiro do Estado.

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