Destaque
Solução extrajudicial de conflitos no agronegócio é uma realidade e irá se expandir ainda mais
JB News
Por Gláucio Nogueira
A busca pela resolução de conflitos de forma extrajudicial no agronegócio já é uma realidade e vai ser ampliada nos próximos anos. Esta é apenas uma das conclusões obtidas durante o XV Encontro Nacional de Arbitragem e Mediação, realizado em Cuiabá. Ao longo de dois dias, dezenas de representantes de câmaras, advogados, produtores rurais e membros de entidades de classe ligados ao setor debateram as boas práticas para a solução de controvérsias sem a necessidade de recorrer ao Poder Judiciário.
O evento foi organizado pelo Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem (Conima), fundado há 26 anos e que congrega as empresas da área. Presidente da entidade, Soraya Nunes destacou o êxito do encontro em reunir não apenas advogados que atuam com mediação e arbitragem, mas também outros profissionais. “Cumprimos nossa missão, com a presença de advogados ligados ao agronegócio, produtores, jurídicos de empresas do setor e entidades de classe. E o sentimento que fica com tudo isso é o de que a busca pela solução extrajudicial de conflitos no setor será, sem dúvida, ampliada em um futuro próximo”.
O sentimento de Soraya é compartilhado pelo diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Wellington Andrade. “A agricultura em Mato Grosso já está profissionalizada e um evento como esse agrega muito ao setor. Espero que seja uma semente para fomentarmos a busca destes instrumentos para a solução de conflitos”.
Gestor jurídico da Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato), Rodrigo Bressane foi um dos painelistas do evento, que teve como tema este ano “As boas práticas da Arbitragem, Dispute Boards e Mediação nas relações do Agronegócio”. Para ele, os instrumentos apresentados no congresso deixam claro a efetividade da prática para o cotidiano dos produtores. “Trata-se de um método extremamente resolutivo, o que é muito importante para qualquer setor, mas principalmente para o agronegócio”.
Dentre as muitas vantagens que a solução extrajudicial de conflitos apresenta, uma das principais é a celeridade com que os problemas são solucionados, aponta a produtora rural Jacqueline Zaiden. Ela lembra que uma das características da agricultura é justamente a questão dos prazos. “Nossa janela de produtividade é curta. Há o momento certo para o plantio e para a colheita e ele não volta atrás. Por isso, precisamos de uma ferramenta que resolva nossos conflitos”.
*Workshop*
Fez parte da programação do encontro, um workshop voltado para a constituição de Câmaras de Arbitragem e Mediação. Uma das apresentadoras do evento, a advogada Camila Linhares destacou os desafios que todos os interessados em constituir uma empresa na área de solução de conflitos precisam compreender e enfrentar.
“O primeiro desafio é reconhecer o nicho de mercado na solução de conflitos. Não é preciso acolher todas as áreas como mediação, arbitragem e dispute boards. O outro desafio é trabalhar a transformação de cultura, difundindo este negócio para que meu futuro usuário acredite nele, insira a cláusula compromissória, para posteriormente ter o retorno financeiro”.
Na área há quatro anos, o advogado Reinaldo Pettengil, que atua no município de Barreiras (BA), ressaltou que a atividade demanda um certo tempo de maturação. Ele pontuou que embora a arbitragem já seja utilizada pelo agronegócio com alguma frequência, a mediação tem se mostrado também muito eficiente.
“O fato é que a própria pandemia da Covid alavancou a mediação de uma forma extraordinária. Ninguém tinha vivido essa situação, de pandemia e, de repente, duas partes se viram com problemas graves e com o bom direito. Elas foram forçadas a procurar um caminho alternativo e a mediação veio para ajudar, o que tem sido um grande sucesso”.
Interessado em criar uma câmara, Luiz Gonzaga Warmling elogiou a iniciativa e o conteúdo apresentado. Ele, inclusive, irá prosseguir com o projeto, ainda na etapa do planejamento. “O workshop foi ótimo no sentido de tirar as dúvidas, ele foi muito bom. Pretendo seguir em frente com este projeto de montar uma Câmara”.
Também integrou a programação do evento uma conferência voltada para as instituições de mediação e arbitragem filiadas ao Conima, que debateram diversos assuntos dentre eles a autorregulamentação do setor.
Destaque
Seminário em Cuiabá capacita gestores e contabilistas para a elaboração de orçamentos públicos
JB News
Cuiabá sedia nos dias 13 e 14 de maio o 2º Seminário de Contabilidade Pública – Orçamento Público: do planejamento à entrega de resultados, evento promovido pela Associação Mato-grossense de Contadores Públicos em parceria com a ATAME, assessoria especializada em ações de formação e capacitação no setor público.
O Presidente da AMCP, Luiz Mário de Barros, destaca a importância da elaboração correta do orçamento público, alicerce estratégico de qualquer gestão. “É por meio do orçamento que as diretrizes de governo se convertem em políticas públicas efetivas e o desenvolvimento local ganha materialidade. Contudo, a complexidade da execução orçamentária e a rigorosa pressão pela conformidade legal tornaram o ciclo PPA, LDO e LOA um desafio constante para contadores, planejadores e parlamentares. Lacunas no planejamento costumam resultar em baixa eficiência na aplicação de recursos, apontamentos pelos órgãos de controle e, primordialmente, na perda de oportunidades para a sociedade”.
O auditor do TCE-MT Francisney Liberato, palestrante e coordenador pedagógico do seminário, ressalta a importância desta capacitação focada na elaboração dos orçamentos públicos, que objetiva contribuir para que os gestores, auditores e contabilistas superem uma barreira fundamental: a distância entre o que se planeja e o que se entrega.
“Este seminário foi criado para fechar essa lacuna. Essa é a maior dor de quem trabalha com orçamento público pois um Plano Plurianual que não dialoga com a Lei de Diretrizes e a Lei Orçamentária Anual, está fora da realidade, contraria as recomendações e normas do Tribunal de Contas, e quem paga a conta é a população pois não terá os serviços e políticas públicas previstos no orçamento”, afirma o auditor.
Em dois dias de imersão, contadores, secretários de finanças, gestores municipais e auditores vão aprender, na prática, como estruturar um ciclo orçamentário sólido — com segurança jurídica e até inteligência artificial aplicada ao gasto público.
O seminário terá a presença de palestrantes do mais alto nível: Conselheiros do TCE-MT, o Procurador-Geral do Ministério Público de Contas e um Juiz do TJ-MT. E no segundo dia, três oficinas práticas intensivas — com vagas limitadas.
Entre os palestrantes estão o conselheiro do TCE-MT Antonio Joaquim; o conselheiro Waldir Júlio Teis, mediador de um dos painéis de debate; o auditor do TCE e professor Francisney Liberato; o Procurador-geral do Ministério Público de Contas, William Brito; o Contador Geral de Cuiabá, Eder Galiciani; a diretora técnica de Planejamento Estratégico da Prefeitura de Cuiabá, Silvina Maria dos Anjos; o Secretário Adjunto do Orçamento Estadual da Sefaz-MT, Ricardo Capistrano; o juiz do TJ-MT, Vinícius Paiva Galhardo e o Gestor Governamental do Estado de Mato Grosso, Cícero Rodrigues Garcia.
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