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Alexandre de Moraes vota favorável para continuidade dos estudos para a construção da Ferrogrão, governador comemora “Decisão acertada”

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Da Redação

Uma decisão de suma importância para Mato Grosso, aconteceu nesta noite de quarta-feira 31.05, onde o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes deu seu voto favorável aos estudos de viabilidade do processo administrativo para a construção da Ferrogrão, a ferrovia irá ligar a cidade de Sinop, ao estado do Pará.

A Ação Direta de inconstitucionalidade entrou em pauta no Supremo, após um parecer da Advocacia Geral da União (AGU), que impedia a construção da ferrovia, alegado falta de estudos de impactos ambientais, além de questionar a alterações nos limites da Floresta Nacional do Parque Jamanxin.

A decisão negativa para a construção dos trilhos dada pela da AGU mobilizou toda a classe politica do estado em Brasília, onde o governador Mauro Mendes  foi pessoalmente nesta última terça-feira 30.05, reunir com vários ministros par mostrar o impacto econômico e ambiental causada pela não liberação da obra ao estado.

Os investimentos para a realização da obra são de aproximadamente R$ 21,5 Bilhões de reais. A ferrovia terá uma extensão de 933 quilômetros.

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Com a decisão de Alexandre de Morais, o processo que tramita no Tribunal de Contas da União (TCU), e na Agencia Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), e no Ministério dos Transporte poderão ser retomados. Considerou ainda que todas as decisões ou autorizações judiciais sejam condicionados à Corte, em especiais as autorizações socioambientais . Além de determinar o caso para possíveis soluções via conciliação.

No final da sua decisão, o ministro destacou que o processo será enviado para a AGU, e ao Centro de Soluções Alternativas de Litígios CESAL/STF, para que em 60 dias apresente soluções da controvérsia.

Para o Governador Mauro Mendes a decisão foi acertada, “A ferrovia será de muita importância para o estado de Mato Grosso, vai melhorar muito a nossa logística a nossa competição nos mercados internacionais, criando um grande corredor logístico para escoar toda a produção do estado de MT. Parabéns a todos que nos ajudarão e que estão no ajudando nessa luta, pela importância que tem esse modal”. Disse o governador.

O governador também parabenizou a decisão corajosa do Ministro Alexandre de Morais, “Para bens ministro Alexandre de Morais, foi uma decisão extremamente acertada, que vai beneficiar muito o estado de MT, o nosso Brasil e nosso Agronegócio, a luta continua, e vamos agora aos novos importantes passos que temos pela frente”. Destacou.

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Acordo de R$ 30 milhões abre caminho para salvar a Santa Casa e encerrar dívida histórica

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O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo Crédito – Mayke Toscano/Secom

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por Nayara Cristina

 

A proposta de R$ 30 milhões apresentada pelo Governo de Mato Grosso para a aquisição definitiva do prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá foi aceita pela comissão de credores e pode representar o avanço mais concreto dos últimos anos para encerrar um passivo trabalhista que se arrasta há quase uma década. A sinalização favorável no processo que tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região reacende a esperança de um desfecho para uma das crises mais emblemáticas da saúde pública mato-grossense.

 

O entendimento foi consolidado após meses de negociação entre o Estado e os representantes dos trabalhadores. A proposta inicial, de R$ 25 milhões, foi ampliada para R$ 30 milhões à vista pelo então secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, em ofício encaminhado ao TRT em março. O pagamento imediato foi determinante para a concordância dos credores, que convivem há anos com a incerteza sobre o recebimento de verbas rescisórias e outros direitos acumulados.

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O passivo trabalhista da antiga Santa Casa é estimado entre R$ 41 milhões e R$ 43,7 milhões e atinge cerca de 860 ex-funcionários, muitos deles à espera de uma solução desde o fechamento da unidade, em 2019. A dimensão da dívida tornou o caso símbolo da crise estrutural enfrentada por um dos hospitais mais tradicionais de Mato Grosso.

O tamanho do impasse ficou ainda mais evidente nas tentativas frustradas de leiloar o prédio histórico. A Santa Casa foi colocada à venda judicial em duas ocasiões no ano passado: na primeira, com lance mínimo de R$ 54,7 milhões, equivalente a 70% da avaliação do imóvel; na segunda, com valor reduzido para R$ 39,1 milhões. Em nenhuma das tentativas houve interessados. O fracasso dos leilões reforçou a dificuldade de encontrar uma saída viável para o prédio e para os trabalhadores que aguardam reparação.

Fundada no século XIX, a Santa Casa de Cuiabá se tornou ao longo de décadas uma referência em atendimentos de média e alta complexidade e símbolo da assistência hospitalar em Mato Grosso. O prédio carrega valor histórico, social e afetivo para a população cuiabana, o que torna ainda mais sensível qualquer decisão sobre seu destino.

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Mais do que uma solução financeira, a proposta do Estado abre caminho para reposicionar a unidade dentro da rede pública de saúde. O plano do governo prevê manter serviços estratégicos já existentes, como oncologia, nefrologia, cirurgias e atendimentos ambulatoriais, além de ampliar áreas consideradas prioritárias, como cuidados paliativos, home care, hospital-dia, central de diagnósticos e o Serviço de Verificação de Óbito.

A reestruturação projetada busca transformar a Santa Casa em um polo estadual de atendimento especializado, ajudando a desafogar a rede hospitalar da capital e da Baixada Cuiabana. Se o acordo for homologado e a compra for concluída, Mato Grosso poderá não apenas encerrar um longo capítulo de insegurança jurídica e trabalhista, mas também preservar um patrimônio centenário e devolvê-lo à população com uma nova função estratégica no SUS.

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