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Margareth Buzetti e José Lacerda se filiam ao PSD

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Por Glaucio Nogueira

Os suplentes de senador Margareth Buzetti e José Lacerda são os mais novos filiados do Partido Social Democrático. Os dois assinaram as fichas de filiação nesta sexta-feira (23.12), após convite do presidente estadual da sigla, o senador Carlos Fávaro.

Ao dar as boas vindas aos suplentes, eleitos junto com ele em 2020, Fávaro destacou que as filiações marcam uma nova fase no PSD. “Tanto a Margareth quanto o José serão fundamentais na construção deste partido e vamos trabalhar no fortalecimento do PSD visando o futuro”.

Fávaro destacou o histórico político de Margareth e Lacerda e ressaltou que ambos ocuparão papel de destaque na estrutura partidária. “Ambos alcançaram o topo nos partidos em que estavam filiados e, é natural, que cheguem ao PSD com o devido destaque. Estou muito feliz com os mais novos filiados, com quem caminhei junto em 2020”.

Após assinar a ficha, Margareth, que neste ano ocupou por quatro meses uma cadeira no Senado, prometeu empenho e apoio aos projetos do PSD. “Vou militar dentro do PSD como sempre fiz em todos os partidos. Minha atuação será a mesma que tive em outros momentos”.

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Já Lacerda, militante histórico do MDB, agradeceu ao antigo partido por todos os anos na política e prometeu que irá participar ativamente do PSD. “Não posso deixar de agradecer ao MDB, continuo respeitando meus companheiros de luta no partido. Agradeço ao presidente Carlos Bezerra e desejar que o partido tenha sucesso. Espero que o PSD cresça, porque os partidos precisam ser fortes”.

Outras informações são conta que o senador Carlos Fávaro deve assumir nos próximos dias um ministério no governo Lula.

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“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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