Economia
Movimento solicita ampliação do prazo para a criação do Marco Legal da micro e minigeração de energia
Sindenergia MT adere a movimento que solicita ampliação do prazo do cumprimento da Lei 14.300
JB NEws
Por Stephanie Romero
O Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso (Sindenergia), aderiu ao movimento que solicita a ampliação do prazo para o cumprimento das regras previstas na Lei 14.300, que institui o Marco Legal da micro e minigeração de energia.
Em vídeo publicado nas redes sociais do presidente da entidade, Tiago Vianna, explica que devido ao atraso da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), as concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica não atualizaram seus normativos internos conforme a lei e ainda têm deixado de aplicar dispositivos da referida lei, que sequer dependem da regulamentação.
O presidente da entidade também cita o Projeto de Lei 2703/22, no qual estende até janeiro de 2024 o prazo para que micro e minigeradores de energia elétrica possam solicitar acesso à rede de distribuição sem perder os atuais subsídios relacionados a tarifas.
O texto tramita na Câmara dos Deputados, e altera o marco legal da microgeração e minigeração (Lei 14.300/22).
“Precisamos da prorrogação dos prazos estabelecidos para que o segmento de geração distribuída possa seguir forte e com segurança jurídica”, enfatiza Vianna.
Sete associações divulgaram, na segunda-feira (7), uma carta aberta à sociedade brasileira que tem como objetivo ampliar o prazo para o cumprimento das regras previstas na Lei 14.300, que institui o Marco Legal da micro e minigeração de energia.
A lei determinou à ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) um prazo de até 10 dias, a contar da data da sua publicação, para regulamentar a aplicação da Lei 14.300 para as concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica com contratos de concessão no Brasil.
Com isso, as associações sugerem que o prazo regulatório seja ampliado. Como justificativa, as sete entidades apresentam tópicos para justificar este pedido, como o atraso das concessionárias de energia e as dificuldades enfrentadas pelos consumidores.
“Tornou-se imprescindível a adequação da Lei nº 14.300/2022, em defesa da justiça, do equilíbrio e da coerência, de modo a proporcionar a necessária previsibilidade, estabilidade, segurança jurídica e segurança regulatória da geração distribuída renovável no Brasil. Assim, as associações signatárias desta carta aberta apoiam integralmente o Projeto de Lei 2703/2022 de autoria do Deputado Federal Celso Russomanno”, afirmou a carta.
Ainda conforme divulgado no documento, este e outros problemas foram exaustivamente denunciados pelos consumidores, empreendedores e entidades setoriais.
“Em diversos meios de comunicação (foram expostos esses empecilhos), via ofícios, bem como junto às autoridades responsáveis, a exemplo da Audiência Pública realizada na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, em 22 de junho de 2022”, acrescentou o documento.
A carta foi assinada pela Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída), Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação) e o Movimento Solar Livre.
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AGRONEGÓCIOS
“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.
Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.
Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.
Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.
A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.
Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.
“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.
Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.
O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.
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