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Deputado Fabio Garcia acredita na queda da taxa de juros, e faz duras  críticas sobre mudança repentina no relatório da AGU sobre a Ferrogrão “Condenável e lastimável”

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Da Redação

O deputado Federal por Mato Grosso, Fábio Garcia do União Brasil, comentou com um grupo de jornalistas sobre algumas pautas econômicas  que estão em debate no Congresso Nacional, entre elas o Novo Regime Fiscal, como mecanismo de controle do endividamento, e a disciplina fiscal no país. . Hoje a taxa de juros no país está mais de 13, 75%

As novas regras vão substituir  o teto de gastos que usava a inflação para limitar a elevação dos dispêndios do governo.

O projeto já foi votado na câmara federal, e agora segue para avalição do senado, que não deve votar nessa semana o projeto.

Para Fábio Garcia, com a aprovação do projeto vai dar ao país o controle inflacionário, e dá espaço para que o Brasil reduza as taxas de juros.

“Eu acredito na queda que o Brasil começa a ter uma perspectiva   de como é que vai ser a disciplina fiscal no país para que a gente possa efetivamente baixar a taxa de juros que encarece tudo no país”. Destacou.

Fabio Garcia também destocou o impacto da taxa de juros na vida da população brasileira. “ Se as pessoas não percebem que as taxas de juros não afetam a vida dela, a taxa de juros tá lá aumentando o preço do arroz e do feijão. Até porque qualquer pessoa que precisa produzir e precisa financiar, ela coloca dentro do preço a do produto a taxa do preço elevadíssimo, e isso afeta a todos. Então a gente precisa ter responsabilidade com esse país”. Destacou Garcia.

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O deputado também comentou sobre o novo parecer da Advocacia Geral da União (AGU), que encaminhou ao Superior Tribunal Federal (STF), a sua manifestação sobre a inconstitucionalidade da lei que permite a construção da Ferrogrão, a nova ferrovia que ligará a cidade de Sinop em MT ao estado de Itaúba no Pará. O julgamento definito da questão deve avaliar o parecer nesta quarta-feira 31.05.

A AGU já tinha votado a favor do projeto no governo de Bolsonaro, e  afirma que agora mudou de posicionamento por conta das novas informações dos órgãos ambientais.

Segundo a AGU, o que mudou foi os limites do Parque Nacional do Jamanxim, para que possa ser construída a ferrovia. Alega que o projeto não previu medidas ambientais compensatórias além da falta de estudos técnicos prévios. E defendeu a retomada dos estudos para cumprimento das medidas ambientais.

Fabio Garcia destacou que a mudança repentina da AGU é “ Condenável e lastimável, e que a instituição não deve mudar sua posição de cordo com o governo de plantão”.

Para Garcia a AGU precisa ter uma posição técnica e clara, e ressaltou que não tem novidade nenhuma e nenhuma alteração foi feita no projeto da Ferrogrão. “O traçado é o mesmo, as informações são  as mesmas. É lastimável ver a AGU mudar sua posição por questões políticas”. Reforçou.

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Para o deputado o país está abrindo mão do desenvolvimento e da criação de empregos por pressões ambientais, de forças externas que querem a todo custo condenar o Brasil ao subdesenvolvimento.

“ Não há nenhuma forma de transporte mais eficiente, mais competitiva e com mais e respeito ao meio ambiente do que a ferrovia” Disse o deputado.

Segundo o deputado, desde que o parecer da AGU foi divulgado a bancada federal principalmente a Frente Parlamentar da Agropecuária,  já se reuniu para poder debater a questão, e que os deputados possivelmente irão criar um novo projeto de lei para tira qualquer dúvida sobre a construção da Ferrogrão, para que o possível julgamento do Supremo possa ser suprido por uma lei no Congresso Nacional.

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AGRONEGÓCIOS

“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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