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Rota Oeste diz que mudança no cenário econômico e político teria feito com que BNDES não liberasse financiamento para duplicação da BR-163

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Por Alisson Gonçalves

O Presidente da concessionária Rota do Oeste, Júlio Perdigão, durante a audiência publica realizada nesta terça-feira 14.05 na Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, explicou o motivo de não conseguir fazer a duplicação da BR-163, qual a concessão pertence a empresa, onde segundo informações atualmente falta 330 km para duplicar.

A audiência foi requeida pelo senador Fábio García do União Brasil-MT.

Segundo Júlio a mudança no cenário econômico e político, teria feito com que o banco BNDES, não liberasse um financiamento a longo prazo, para a finalização da duplicação da via como pedia no contrato.

“Esse duplicação de via não é um projeto para gente pequena. É um projeto que requer R$ 5 bilhões de investimentos novos, e tem que pagar uma dívida de R$ 1 bilhão. E tem um passivo regulatório de outros R$ 1 bilhão, e falta 330 km para duplicar, isso assustou os investidores ainda mais com a possibilidade de investimento na rota de ferrovias”.disse Júlio

Outro ponto levantado pelo presidente pela Rota Oeste, era a questão de pagamento de seus funcionários, apesar de declarar ter dinheiro arrecadado, a primeira coisa a se fazer era, pagar os credores, pagar o sistema operacional e depois os funcionários. E não dava para fazer os investimentos necessários.

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“Eu tenho um dinheiro arrecadado, porém Primeira coisa, e atender credor. Segunda coisa, pagar o custo operacional, eu tenho 1.672 funcionários, eu preciso pagar esse custo. O que sobra, beleza sobrou. O que é prioritário dentro disso?  Entenda, eu preciso dar trafegabilidade para o caminhoneiro. É ele que paga a conta. Esse cara é que paga a conta. Esse cara é o nosso cliente direto, é o que sofre. Eu preciso atender esse cara. O que esse cara quer? Pavimento e verde”.informou Perdigão.

Outro ponto levando pelo presidente é que mesmo,outra empresa pegando a licitação para administrar a BR-163, ela precisaria de mais tempo para começar a duplicação da via, porque a obra necessita de estudo técnico, econômico e ambiental.

A Rota Oeste deve entregar a  concessão da BR 163 somente em 2024 conforme o contrato celebrado entre empresa e governo, o que impede outra empresa de assumir a administração da via .

O impasse vem desagradando a classe  política, e a população que tem pago com a própria vida a não duplicação da via. Mesmo com a formalidade da entrega da concessão, é não investimentos pactuados, a Rota Oeste continua a receber pedágios para quem trafega pela via.

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Seminário em Cuiabá capacita gestores e contabilistas para a elaboração de orçamentos públicos

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Cuiabá sedia nos dias 13 e 14 de maio o 2º Seminário de Contabilidade Pública – Orçamento Público: do planejamento à entrega de resultados, evento promovido pela Associação Mato-grossense de Contadores Públicos em parceria com a ATAME, assessoria especializada em ações de formação e capacitação no setor público.

O Presidente da AMCP, Luiz Mário de Barros, destaca a importância da elaboração correta do orçamento público, alicerce estratégico de qualquer gestão. “É por meio do orçamento que as diretrizes de governo se convertem em políticas públicas efetivas e o desenvolvimento local ganha materialidade. Contudo, a complexidade da execução orçamentária e a rigorosa pressão pela conformidade legal tornaram o ciclo PPA, LDO e LOA um desafio constante para contadores, planejadores e parlamentares. Lacunas no planejamento costumam resultar em baixa eficiência na aplicação de recursos, apontamentos pelos órgãos de controle e, primordialmente, na perda de oportunidades para a sociedade”.

O auditor do TCE-MT Francisney Liberato, palestrante e coordenador pedagógico do seminário, ressalta a importância desta capacitação focada na elaboração dos orçamentos públicos, que objetiva contribuir para que os gestores, auditores e contabilistas superem uma barreira fundamental: a distância entre o que se planeja e o que se entrega.

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“Este seminário foi criado para fechar essa lacuna. Essa é a maior dor de quem trabalha com orçamento público pois um Plano Plurianual que não dialoga com a Lei de Diretrizes e a Lei Orçamentária Anual, está fora da realidade, contraria as recomendações e normas do Tribunal de Contas, e quem paga a conta é a população pois não terá os serviços e políticas públicas previstos no orçamento”, afirma o auditor.

Em dois dias de imersão, contadores, secretários de finanças, gestores municipais e auditores vão aprender, na prática, como estruturar um ciclo orçamentário sólido — com segurança jurídica e até inteligência artificial aplicada ao gasto público.

O seminário terá a presença de palestrantes do mais alto nível: Conselheiros do TCE-MT, o Procurador-Geral do Ministério Público de Contas e um Juiz do TJ-MT. E no segundo dia, três oficinas práticas intensivas — com vagas limitadas.

Entre os palestrantes estão o conselheiro do TCE-MT Antonio Joaquim; o conselheiro Waldir Júlio Teis, mediador de um dos painéis de debate; o auditor do TCE e professor Francisney Liberato; o Procurador-geral do Ministério Público de Contas, William Brito; o Contador Geral de Cuiabá, Eder Galiciani; a diretora técnica de Planejamento Estratégico da Prefeitura de Cuiabá, Silvina Maria dos Anjos; o Secretário Adjunto do Orçamento Estadual da Sefaz-MT, Ricardo Capistrano; o juiz do TJ-MT, Vinícius Paiva Galhardo e o Gestor Governamental do Estado de Mato Grosso, Cícero Rodrigues Garcia.

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