EDUCAÇÃO
Webinário apresenta materiais de formação em alfabetização
Para fortalecer o alinhamento das ações formativas implementadas pelo programa Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), o Ministério da Educação (MEC) realizou nesta terça-feira, 29 de julho, o webinário “Matriz de Descritores e Materiais de Formação em Alfabetização”. Coordenado pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, o evento ocorreu no edifício-sede da pasta, em Brasília (DF), e foi transmitido ao vivo pelo canal do MEC no YouTube. O webinário foi voltado aos formadores da Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa), que integra a política de alfabetização do MEC; cursistas das especializações; equipes técnicas das secretarias de educação; e professores da educação básica.
O CNCA tem a finalidade de garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o final do 2º ano do ensino fundamental e foca na recuperação das aprendizagens das crianças do 3º ao 5º ano afetadas pela pandemia causada pela covid-19. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada estabelece, entre seus princípios, a promoção da equidade educacional, sendo considerados aspectos regionais, socioeconômicos, étnico-raciais e de gênero; a colaboração entre os entes federativos; e o fortalecimento das formas de cooperação entre estados e municípios.
Na abertura do evento, a coordenadora-geral de Formação de Professores da Educação Básica do MEC, Lucianna Magri, reforçou que o ministério estava abrindo mais um espaço de orientação sobre as matrizes e os materiais de formação no contexto do CNCA. “Nosso objetivo é relacionar a matriz de descritores com os materiais de formação que o MEC disponibilizou para todas as redes do país no Avamec”, esclareceu, referindo-se ao Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação.
Magri observou que muitos formadores, gestores e professores ficam em dúvida sobre como conciliar os materiais disponibilizados pelo MEC com as avaliações que as redes vão fazer no segundo semestre e em outros momentos. “O intuito é olhar para os diferentes tipos de avaliações e entender como elas podem contribuir, tanto para o trabalho dos professores, quanto para as políticas públicas. Para além de um treinamento, a gente quer que as crianças fiquem cada vez mais autônomas, mais fluentes na leitura e na escrita, pois esse é um direito garantido constitucionalmente a elas”, afirmou a coordenadora, em reforço à garantia do direito de aprendizagem das crianças.
O webinário foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e contou com especialistas de referência na área de educação e alfabetização da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Rosaura Angélica Soligo, e a doutora em educação e consultora do Instituto Avisa Lá, Renata Frauendorf, que são duas das autoras dos materiais de formação em alfabetização de 1º e 2º anos do MEC, disponíveis no Avamec.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
MEC fará seminário sobre política de educação superior
Com o intuito de construir diretrizes para a formulação da Política Nacional de Educação Superior (Pneds), o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), promoverá o Seminário Pneds, com o tema “Educação Superior como Política de Estado: fundamentos, objetivos e compromissos institucionais”. O objetivo é escutar especialistas e a sociedade para a elaboração da política, com ênfase na diversidade, equidade e inclusão. O encontro ocorrerá na sexta-feira, 17 de abril, das 8h às 13h (horário de Brasília), no Plenário do Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília (DF).
Estão confirmadas as presenças do secretário de Educação Superior, Marcus David; da secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo; da diretora de Desenvolvimento Acadêmico da Sesu, Lucia Pellanda; e do diretor de Políticas de Acesso à Educação Superior, Adilson Carvalho. A mediação será feita pelo coordenador-geral de Políticas Estudantis da Sesu, Artur Araujo.
O evento contará também com a presença de estudantes, docentes e técnicos-administrativos, gestores de instituições de educação superior, pesquisadores, especialistas, representantes de movimentos sociais, da sociedade civil e de órgãos governamentais e de participação social. O seminário integra uma série de atividades de escuta, com participação social, que estão acontecendo desde agosto de 2025, visando à formulação da política.
A programação conta com as palestras “Educação Superior Indígena: diversidade sociocultural e políticas educacionais” e “Povos Quilombolas e Educação Superior: reconhecimento, inclusão e justiça educacional”. Essa última discutirá a educação superior a partir do reconhecimento dos direitos dos povos quilombolas, da valorização de seus saberes tradicionais e epistemologias próprias, da necessidade de revisão curricular, incluindo disciplinas obrigatórias, metodologias inclusivas e estratégias institucionais para o enfrentamento da reprovação, evasão e abandono.
Outra palestra será “Relações Étnico-Raciais e Educação Superior: desafios e perspectivas institucionais”. Nela, será analisada a educação das relações étnico-raciais na educação superior, com ênfase na incorporação de epistemologias negras nos currículos, na obrigatoriedade de disciplinas específicas e no enfrentamento de práticas acadêmicas excludentes que naturalizam a reprovação e aprofundam desigualdades, especialmente para estudantes cotistas e negros.
A programação inclui, ainda, a palestra “Pessoas com Deficiência na Educação Superior: acessibilidade, inclusão e responsabilidade institucional”, que abordará a inclusão de pessoas com deficiência na educação superior, com foco na acessibilidade, revisão de práticas avaliativas, metodologias de ensino inclusivas e superação da cultura acadêmica que associa qualidade à exclusão, com responsabilização institucional pelos resultados acadêmicos e pelo sucesso estudantil.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
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