Economia

Várzea Grande analisa possibilidade de ampliar para 120 meses o empréstimo para servidores

Publicados

em

 

A Prefeitura de Várzea Grande vai analisar de acordo com norma do Banco Central do Brasil, ampliar para 120 meses, a possibilidade, dos servidores efetivos, aposentados e pensionistas, retirarem junto a instituições bancárias credenciadas como a SICOOB Integração, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, entre outros que se credenciaram de forma legal em processo licitatório, até 30% de seus rendimentos.
“Hoje já ofertamos através da rede credenciadas de instituições bancárias e cooperativas de credito, empréstimos consignados em até 96 meses, sendo que existe a possibilidade, após estudos ainda em curso, destes prazos serem ampliados, mas sempre com o cuidado de não permitir que o servidor se endivide além de sua capacidade, pois o empréstimo consignado em tempos de pandemia da COVID 19, serve para ajudar aqueles que se encontram em dificuldades financeiras, mas tem que ser uma exceção e não uma regra”, disse a secretária de Administração Daniela Assis Dias Bites.
A titular da pasta de Administração de Várzea Grande assegurou que o interesse da prefeita Lucimar Sacre de Campos é garantir aos funcionários efetivos, aposentados e pensionistas, a possibilidade de em uma emergência se socorrerem com empréstimos com juros abaixo dos praticados no mercado, pois são créditos consignados que vem descontados no pagamento do salário do referido servidor que efetivou o empréstimo, após as analises de margem e de capacidade, respeitando o limite de no máximo 30% do total recebido mensalmente.
Daniela Dias, explica ainda que tem muitos bancos e empresas de crédito habilitadas a emprestar recursos aos servidores de Várzea Grande, porque a atual gestão da prefeita Lucimar Sacre de Campos, paga o salário no mês trabalhado, tem um calendário rigorosamente cumprido e em algumas vezes do ano, até mesmo antecipado, e recolhe para aqueles de direito, o que for descontado do salário do servidor. “Em Várzea Grande, a ordem é cumprir o calendário de pagamento nas datas anunciadas, recolher as obrigações patronais e repassar os descontos que por força de lei o servidor pode fazer em cima de seu vencimento, como no caso de empréstimos consignados”, frisou a titular da Administração.
Ela foi mais longe ao lembrar que nesta semana, a prefeita Lucimar Sacre de Campos, determinou que fosse aprovisionado, ou seja, separado, recursos da ordem de R$ 315 milhões para honrar o pagamento de cinco folhas de salários referentes aos salários de setembro, já quitado, outubro, novembro, dezembro e 13º salário, além de fornecedores e empreiteiras e prestadores de serviços ao longo de 2020, uma decisão que dá credibilidade ao Poder Executivo Municipal e melhora a apresentação de propostas de instituições financeiras em prol dos servidores que passam a contar com juros mais em conta para empréstimos.
A assessora comercial da SICOOB Integração, Evelin Duarte e Luiz França, gerente de pessoas físicas da agência Várzea Grande, sinalizaram que a Prefeitura de Várzea Grande desponta como uma excelente cliente que ainda oferta outros clientes como os servidores ativos e inativos que realizam todo tipo de operações financeiras.
“Não são apenas empréstimos consignados. Temos aplicações, temos financiamentos de vários tipos e até mesmo previdência privada, então nossa gama de serviços é ampla e praticamos juros abaixo do mercado, variando entre 1,93% até 2,09% em 72 meses, agora se existe a possibilidade de ampliar para 120 meses, com certeza os juros serão menores, as facilidades de contratação maiores e com menos burocracia, com mais agilidade e principalmente segurança para ambos os lados, para o tomador do empréstimo, o agente financeiro e o garantidor do mesmo, no caso o Poder Público municipal que cumpre com a lei, oferta facilidades e atende a demanda”, disseram Evelin Duarte e Luiz França.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  LGPD e as responsabilidades dos empresários

AGRONEGÓCIOS

“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

Publicados

em

Por

JB News

por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

Leia Também:  Ministra Tereza Cristina pede cautela, ressalta que Brasil tem fertilizantes até outubro e destaca Plano Nacional para o setor até dia 17

Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

Leia Também:  PF apreende carros de luxo e joias em mansão na capital no combate ao tráfico de drogas

“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

Veja :

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA