Saúde
Uso de pomadas capilares não autorizadas pode trazer grandes danos à saúde
Com a chegada dos festejos de Carnaval, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçam as orientações sobre o uso de pomadas de modelar, trançar ou fixar os cabelos. Segundo informações do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), os casos de irritação ocular são sempre maiores nos primeiros meses do ano, visto que o uso desses produtos capilares tende a crescer na época da folia.
Em 2023 e 2024, a Anvisa cancelou a autorização de cerca de 1,5 mil pomadas e criou novas regras para esses produtos. As novas medidas ajudaram a reduzir os casos de emergência oftalmológica nos últimos dois anos, mas o risco de uso de pomadas irregulares ainda existe.
Dicas para um penteado seguro
Para aproveitar o Carnaval de forma segura, o Ministério da Saúde recomenda alguns cuidados:
Use produtos registrados e autorizados pela Anvisa;
- Leia o rótulo do produto e siga as orientações do fabricante;
- Evite o uso excessivo;
- Evite o contato do produto com os olhos ou qualquer parte do corpo que esteja irritada.
No momento de remover a pomada dos cabelos, incline a cabeça para trás, para evitar o contato do produto com os olhos. Se, acidentalmente, isso ocorrer, lave os olhos com água corrente por, pelo menos, 15 minutos.
Confira a lista de pomadas autorizadas pela Anvisa
Sintomas de intoxicação
Os principais sintomas de intoxicação exógena por pomadas incluem coceira nos olhos, vermelhidão, irritação, ardência e inchaço. Em casos graves, pode haver visão turva, principalmente após o contato com a água. Caso apresente algum desses sintomas, é importante procurar assistência médica e notificar as autoridades sanitárias.
Como notificar um produto irregular
Em caso de algum efeito adverso devido ao uso da pomada, é recomendado que o produto seja guardado para rastreabilidade das informações, como nome da marca e lote, para investigação dos órgãos competentes.
A notificação é fundamental para o monitoramento e controle, podendo ser realizada pelo cidadão, empresas ou profissionais da saúde. As reclamações podem ser feitas por qualquer pessoa pelos canais e-Notivisa e LimeSurvery.
Vale lembrar que a notificação de intoxicação exógena no SINAN é obrigatória para médicos e outros profissionais de saúde e, de forma geral, para os responsáveis por serviços públicos e privados de saúde, que prestam assistência ao paciente.
Camilla Nunes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Saúde
Ministério da Saúde incorpora transplante da membrana amniótica para tratamento da diabetes e alterações oculares
O Ministério da Saúde ampliou, nesta quarta-feira (15), o uso da membrana amniótica nos cuidados ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS). Após a indicação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e a publicação das Portarias Nº 20 e Nº 22, ambas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), a tecnologia passa a ser indicada para transplantes relacionados a feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares. A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados com o uso do tecido por ano.
A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e utilizado na medicina regenerativa, com ação anti-inflamatória e cicatrizante, que reduz as complicações no tratamento de diversas doenças. No pé diabético, por exemplo, a tecnologia possibilita uma cicatrização até duas vezes mais rápida das feridas, quando comparada aos curativos padrão. No SUS, ela já é utilizada no tratamento de queimaduras extensas desde 2025.
Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, a incorporação de tratamentos inovadores no SUS coloca o Brasil em posição de destaque no uso de tecnologias regenerativas mundialmente, além de ampliar o cuidado com os pacientes na rede pública de saúde.
“Estamos garantindo mais opções terapêuticas para a assistência, beneficiando pacientes com uma chance de recuperação mais ágil, com a redução das possíveis complicações e infecções. Isso significa menos internações prolongadas, menores custos hospitalares e mais qualidade de vida”, destacou a secretária.
Já no tratamento de alterações oculares, como nas pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o tecido auxilia na cicatrização de feridas e pode reduzir a dor, além de otimizar a recuperação da superfície ocular. O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.
Vicente Ramos
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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