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Técnico de enfermagem é encontrado morto dentro de banheiro no Hospital Metropolitano e secretário pede mais atenção a sanidade mental “Lamentável”
JB News
Por Nayara Cristina.
Do local Alisson Gonçalves
Um caso chocante foi registrado no Hospital Metropolitano de Várzea Grande (MT): um técnico de enfermagem foi encontrado morto dentro de um banheiro da unidade na noite desta segunda-feira (21). O corpo só foi localizado depois que colegas perceberam sua ausência durante o plantão e iniciaram as buscas.
De acordo com as informações, a porta do banheiro estava trancada e precisou ser arrombada pela equipe. Quando conseguiram entrar, encontraram o profissional já sem vida.
Últimas imagens: câmeras mostram movimentos antes da morte
As imagens das câmeras de segurança revelaram que, por volta das 19h30 do dia anterior, o técnico deixou a UTI, foi até a farmácia do próprio hospital, fez a retirada de um medicamento e seguiu em direção ao banheiro. Depois disso, não foi mais visto.
No local, havia seringas, mas as autoridades ainda não confirmaram se houve suicídio, overdose ou outra causa. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, e o laudo do IML deve apontar a causa da morte nos próximos dia.
Secretário de Saúde lamenta e alerta sobre saúde mental
O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, comentou sobre o ocorrido nesta terça-feira (22). Ele destacou que as circunstâncias da morte ainda estão sob investigação e lamentou a perda.
“Não é a SES que apura esse tipo de fato. O que nós fizemos, após detectar a ausência do profissional, foi arrombar a porta do banheiro, que estava trancada. Infelizmente, encontramos o técnico já sem vida. As câmeras mostram que ele saiu da UTI, foi até a farmácia e entrou no banheiro. Depois disso, não há mais registros”, afirmou.
Segundo Figueiredo, a situação é “lamentável e preocupante”, ressaltando que o profissional trabalhava para uma empresa terceirizada. Ele também fez um alerta sobre a saúde mental dos profissionais da saúde:
“Infelizmente, não é algo novo. Profissionais da área trabalham sob estresse extremo. Precisamos dar mais atenção a isso para evitar tragédias como essa”, completou..
Investigação continuam
As autoridades devem concluir as análises em breve. Enquanto isso, o caso levanta novamente o debate sobre o impacto da pressão psicológica na saúde dos profissionais que atuam na linha de frente.
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TJMT suspende desocupação em condomínios em Cuiabá após pedido da ALMT
JB News
Medida atende solicitação da Assembleia Legislativa e prevê análise técnica do caso
POR VÂNIA COSTA / SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL • 17 DE ABRIL DE 2026 ÀS 14:55:00 • 24 Acessos
Foto: Natália Nogg/Assessoria de Gabinete
Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.
A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.
“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.
O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.
Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.
“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.
Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.
O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.
De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.
Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.
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