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TCE-MT doa 100 computadores ao Sistema Prisional de Mato Grosso

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A fim de contribuir com a evolução da área digital do Sistema Prisional de Mato Grosso, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) doou, nesta última segunda-feira (30), 100 computadores ao Governo do Estado.

As máquinas serão instaladas em salas que estão sendo preparadas dentro dos presídios para capacitação dos reeducandos, audiências virtuais com o Poder Judiciário e videoconferências com familiares.

Os computadores doados pelo TCE-MT estão sendo substituídos por novas máquinas, adquiridas por meio do Fundo de Reaparelhamento e Modernização do Tribunal de Contas (Fundecontas), como parte do Programa de Modernização de Tecnologia de Informação, fundamental para que a Corte de Contas mato-grossense retome o protagonismo no controle externo brasileiro, um dos principais objetivos desta gestão.

Durante a assinatura do termo de doação com o governador do Estado, Mauro Mendes, o presidente da Corte de Contas, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, ressaltou que o TCE-MT está sempre de portas abertas para parcerias como esta.

“É muito proveitoso quando o Poder Público se une, quem ganha é a sociedade. Nesse momento, estamos doando os computadores para capacitação dos detentos e para que possam se comunicar com as famílias, humanizando o Sistema Prisional mato-grossense. Vemos com bons olhos essa iniciativa e estamos colaborando”, pontuou o presidente.

O governador destacou que o Sistema Prisional de Mato Grosso vive um momento de evolução, de melhoria na infraestrutura, criando melhores condições para que as penas sejam efetivamente cumpridas e, dessa forma, agradeceu a parceria da Corte de Contas.

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“Esses computadores serão muito bem utilizados não apenas nesse momento de pandemia, mas dentro de uma nova realidade, na qual a tecnologia também tem que chegar ao Sistema Prisional. Quando nós, Poderes, órgãos da administração pública, nos unimos, criamos uma sinergia de atuação e conseguimos entregar melhores resultados à população”, declarou Mauro Mendes.

Tony Ribeiro / TCE-MT
 
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Também presente na assinatura, o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, afirmou que a parceria irá contribuir para melhorar cada vez mais a ressocialização. “Essa parceria demonstra que o Poder Público está focado nessa meta, que é cada vez mais melhorar a ressocialização do reeducando, para que ele volte melhor para a sociedade”.

Além dos 100 computadores doados ao Sistema Prisional, em busca do fortalecimento dos mecanismos de controle social o TCE-MT já doou cerca de 500 máquinas para escolas municipais de ensino fundamental do Estado com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) menor do que cinco. A contrapartida será a melhora dos índices por parte das unidades de ensino.

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Participaram ainda da assinatura do termo de doação dos computadores, o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, o conselheiro interino Luiz Carlos Pereira, o secretário de Técnologia da Informação do TCE-MT, Mateus Dias Marçal, e o secretário-adjunto de Administração Penitenciária do Estado, Emanoel Alves Flores.

Fundecontas

Criado em 2005, o Fundo de Reaparelhamento e Modernização do Tribunal de Contas (Fundecontas) tem suas receitas destinadas exclusivamente para apoiar os programas e projetos de desenvolvimento e especialização dos recursos humanos da Corte de Contas, bem como para ampliar sua capacidade e atender despesas de manutenção de suas atividades.

Os recursos que constituem o fundo são provenientes de dotações orçamentárias do Estado e créditos adicionais a ele destinados; convênios, contratos e outros acordos ou ajustes celebrados pelo TCE; do recolhimento das taxas de inscrição em concurso público da Corte de Contas; contribuições, auxílios ou subvenções; recursos auferidos em razão de aplicações financeiras; arrecadação de multas aplicadas pelo Tribunal de Contas; valores cobrados pela expedição de certidões, extrações de cópias reprográficas e prestação de outros serviços de natureza similar; valores resultantes de alienação de materiais e bens inservíveis; valores de garantias retidas dos contratos administrativos e multas deles decorrentes; e quaisquer outras receitas que legalmente lhe possam ser incorporadas.

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TJMT suspende desocupação em condomínios em Cuiabá após pedido da ALMT

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Medida atende solicitação da Assembleia Legislativa e prevê análise técnica do caso

POR VÂNIA COSTA / SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL •  17 DE ABRIL DE 2026 ÀS 14:55:00  •  24 Acessos

 

Foto: Natália Nogg/Assessoria de Gabinete

Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

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O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

 

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