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Setores de energia de fonte renovável se unem para combater fake news

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JB News

Por Stephanie Romero

Informações falsas são propagadas e são obstáculos para o crescimento do setor

As fakes news a respeito das fontes de energia renováveis é um problema em comum para quem atua tanto com energia solar, hidrelétricas, biodiesel, biogás e o biometano. A observação foi feita durante o fechamento do XI Seminário da Energia, promovido pelo Sindenergia/MT, na Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), de 8 a 10 de maio.

No caso do biodiesel, as notícias falsas associam o biocombustível com problemas causados a motores e equipamentos a diesel. Na energia solar é de que o sistema é coisa de rico, as placas solares precisam de manutenção constante ou que não funcionam com tempo nublado ou com chuva. Em relação as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) é de que elas são subsidiadas.

“Surgiu aqui no evento a percepção que todas as renováveis sofrem o mesmo problema e a gente identificou que a raiz dos problemas está longe da eficiência das fontes renováveis. O Brasil é um dos poucos países do mundo que faria tranquilamente a transição definitiva para 100% renováveis até com custo menor do que o atual das fosseis”, destacou o presidente do Conselho da Associação Brasileira das Pequenas Centrais Hidrelétricas (ABRAPCH), Paulo Arbex.

Ele ainda pontuou que os processos são mais complexos e um caminho burocrático para a tomada de decisões quando se diz respeito a fontes de energia renováveis. Os combustíveis fósseis tem menos exigência de compensação ambiental do que uma PCH, por exemplo.

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“Os maiores subsídios hoje são para combustíveis fosseis. São R$ 123 bilhões por ano. É uma vez e meia o que Brasil economizou com Reforma da Previdência. Se não tivessem essas renúncias fiscais nem precisaria da Reforma da Previdência e não precisaria da Reforma Fiscal. A energia renovável no Brasil é mais barata do que a fóssil, mas nós temos regras malucas no setor elétrico permitindo contratar termelétrica fóssil a R$ 2.500 reais como aconteceu em 2022, mas não permite contratar PCH 100% brasileira com menos pegada de carbono a R$ 300”, argumentou.

Para o diretor de Biocombustíveis da União Brasileira de Biodiesel e Bioquerosene (Ulbrabio) e consultor do Sindicato das Indústrias de Biodiesel de Mato Grosso (Sindibio/MT), Donato Aranda, ao fazer o evento integrando todas as fontes de energia renováveis, todos os setores se viram vítimas de informações falsas, como um ponto em comum.

“Cada setor tem suas próprias. No caso do biodiesel nenhum consumidor adquire biodiesel puro simplesmente. O biodiesel está presente em 12% do diesel, mas se fura um pneu do caminhão, o problema é associado ao biodiesel. A gente tem desmistificado isso e os dados científicos mostram ao contrário”.

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O presidente do Sindenergia e organizador do evento, Tiago Vianna Arruda, disse que é necessário unir as forças de todas as fontes geradoras do país para combater as fakes news e trazer mais sinergia para o mercado de energia.

“Quando a gente unir todas as fontes solar, PCHs, biogás, biometano, biodiesel, a gente vai conseguir atingir o sistema elétrico mais seguro e preços menores a médio e longo prazo para os consumidores”.

O vice-presidente da Fiemt, Rodrigo Guerra, destacou que a entidade é parceira para trazer a verdade sobre o setor à tona.

“Não é fácil, o setor de energia renovável é novo e os inimigos são muitos. É preciso juntar forças para avançar em bloco para o que precisa ser feito e as verdades que precisam ser expostas. Conte com a Fiemt nesse avanço”.

O presidente do Sindibio, Rômulo Morandin, destacou que é necessário criar um Grupo de Trabalho (GT) com a Fiemt e os sindicatos envolvidos com a energia de fonte renovável para buscar soluções a respeito de notícias falsas do setor.

“Precisamos elaborar documento e encaminhar para as associações nacionais e trabalhar também dentro do Estado. Precisamos resolver a questão das fake news”.

Assista o comunicado: https://www.instagram.com/reel/CsJ3PeZgiQj/?igshid=MzRlODBiNWFlZA==

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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

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O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

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Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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