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Sema aplica R$ 900 mil em multas e suspende licença de empresa por liberar efluentes no Rio Cuiabá

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Foi constatado despejo oriundo do sistema de tratamento da indústria, fora dos parâmetros de qualidade aceitáveis pelo processo de licenciamento do empreendimento

Lorena Bruschi | Sema-MT

Fiscalização do lançamento de afluentes no Rio Cuiabá – Foto por: Sema-MT
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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) suspendeu a licença de operação da empresa responsável pelo despejo irregular de efluentes no Rio Cuiabá até que as pendências identificados pela fiscalização sejam sanadas. O empreendimento foi multado três vezes nos últimos meses, e as autuações somam R$900 mil.

Desde a primeira denúncia, a Sema fiscalizou o empreendimento e monitorou o cumprimento da determinação de adequação do sistema de tratamento de água. Ainda em maio deste ano, a empresa Marfrig Global Foods foi notificada a paralisar as atividades de despejo até que o problema identificado seja resolvido.

Foi constatado despejo oriundo do sistema de tratamento da indústria, especificamente do decantador, que estava fora dos parâmetros de qualidade aceitáveis pelo processo de licenciamento do empreendimento.

No dia 17 de maio, a empresa foi autuada em R$150 mil após a primeira constatação de falha no decantador. No mês seguinte, no dia 23 de julho, recebeu mais uma autuação no valor de R$150 mil após vistoria dos fiscais que monitoram a atividade do empreendimento. Em 11 de agosto, a autuação realizada foi no valor de R$600 mil, pela reincidência, e por não ter corrigido os problemas detectados na primeira vistoria.

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Ainda cabe defesa e recurso para o julgamento final da multa. Os danos ambientais estão relacionados a possíveis alterações da qualidade da água do Rio Cuiabá. O descarte irregular de resíduos industriais causa diversos danos para a saúde humana, e para o meio ambiente.

O cidadão deve denunciar casos como este pela Ouvidoria Geral, pelo site Fale Cidadão, ou pela ouvidoria setorial da Sema, pelo telefone 0800 065 3838, e-mail [email protected], ou pessoalmente, na sede da Sema, localizada no Centro Político e Administrativo, Rua C.

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Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas

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JB News

O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.

Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)

Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.

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Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.

O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.

A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.

O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.

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As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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