Saúde
Saúde quilombola será tema de sequência de atividades oferecidas pelo Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde está trabalhando na construção de uma trilha formativa inédita no Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), voltada à saúde quilombola para trabalhadores do SUS. Nesta terça-feira (18) a pasta realizou, em Brasília, a 1ª Oficina Pedagógica do Profi-Quilombo: Trilha Formativa de Saúde Quilombola no SUS.
A ideia é oferecer três ofertas educacionais: um curso autoinstrucional com foco em aspectos introdutórios sobre a saúde quilombola e os outros, com tutoria, são a elaboração de um plano de ação sobre atenção integral à saúde da população quilombola e a gestão da Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ).
Voltado a trabalhadores, gestores e pesquisadores do SUS e lideranças quilombolas de todo o país, a sequência de atividades será iniciada ainda este ano, sob a coordenação do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em parceria com o Ministério da Saúde, UNA-SUS e Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq). O Profi-Quilombo, faz parte das estratégias do ministério de implementação de ações do eixo de gestão do trabalho e educação na saúde quilombola, no âmbito da PNASQ.
A 1ª Oficina Pedagógica do Profi-Quilombo teve como objetivo possibilitar reflexões e debates voltados à qualificação da proposta e contou com mesa redonda e debates sobre a proposta educacional do curso e a perspectiva da trilha formativa do Profi-Quilombo/SUS. A coordenadora-geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde, Érika Almeida, da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), disse que espera que a ação educacional chegue ao maior número de pessoas. “Por isso estamos aqui, para pensarmos juntos, trazendo inovação na linguagem e nas ferramentas, para que atenda às demandas da população quilombola”, disse.
Resistências quilombolas no Brasil
A mesa redonda reuniu a doutora em sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), Givânia Maria da Silva, integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE) e uma das fundadoras da Coordenação Nacional de Articulação das Conaq, a professora adjunta do Instituto de Saúde Coletiva, membro do corpo docente do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UFBA e vice-coordenadora do Programa Integrado de Epidemiologia e Avaliação de Impacto na Saúde das Populações, Joilda Silva Nery e o coordenador Adjunto do curso de Especialização em Estudos Amazônicos do CEAM/UnB, Hilton Pereira da Silva.
Givânia abordou o tema Aspectos históricos das resistências quilombolas no Brasil, trazendo uma linha do tempo sobre a presença da população quilombola no Brasil até sua inserção nas políticas públicas do Estado brasileiro. “Quero falar da importância desse momento: em trinta anos, é a primeira vez que eu estou em uma reunião no Ministério da Saúde, com os servidores da pasta, para tratar especificamente da saúde quilombola”, destacou.
Ela chamou atenção para o fato de que abordar a saúde da população quilombola é considerar suas especificidades, dentre as quais destaca os modos de vida, a relação com a terra e os saberes ancestrais. “São várias questões e, se a gente não observar, a política pública, ao invés de ajudar, pode contribuir para apagar ou silenciar determinados grupos”.
Já a pesquisadora Joilda Silva Nery apresentou o projeto Saúde e Vida de Comunidades Quilombolas na Bahia e em Sergipe e destacou o quanto as especificidades da população quilombola precisam ser consideradas para a oferta adequada da saúde.
O professor Hilton Silva concentrou sua fala em dois pontos: a situação de saúde da população quilombola e a proposta da PNASQ, que está com Consulta à Sociedade Civil aberta, até o dia 31 de março, na Plataforma Participa Mais Brasil. Ele destacou que todos os indicadores epidemiológicos trazem dados mais desfavoráveis para a população negra, mesmo que desde 2009 esteja em vigor a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, o que justifica, segundo ele, um olhar ainda mais específico para a saúde da população quilombola.
Também participaram do evento representantes do UNA-SUS, das Assessorias de Equidade Racial em Saúde do Gabinete da Ministra (GM) e de Equidade do Gabinete da Secretaria-Executiva, da Coordenação de Atenção à Saúde da População Negra do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde (Deppros) da Secretaria de Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), do Departamento de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (Desmad) da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes), Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (Dvsat), da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) e da Coordenação-Geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde do Departamento de Gestão da Educação na Saúde (Deges).
Waleska Barbosa
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Saúde
Ministério da Saúde amplia acesso ao tratamento oncológico de crianças e adolescentes com novo acelerador linear no Hospital do GRAAC, em São Paulo
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta quinta-feira (16) o Hospital do GRAACC, em São Paulo, onde um novo acelerador linear foi instalado para ampliar o tratamento oncológico de crianças e adolescentes. Com o equipamento de alta tecnologia, a oferta de radioterapia será ampliada em 600 atendimentos. O investimento do Ministério da Saúde foi superior a R$ 8 milhões, por meio do programa Agora Tem Especialistas. Na capital paulista, Padilha também habilitou o hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) como Centro de Atendimento de Urgência para pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), que passará a contar com maior repasse anual de recursos federais.
O novo centro de radioterapia já está em funcionamento e permite tratar mais pacientes em menos sessões, com maior precisão e menor incidência de efeitos colaterais. A instalação contribui para reduzir o tempo de espera e evitar deslocamentos para outras cidades, permitindo que crianças e adolescentes com câncer iniciem o tratamento mais perto de casa, com o suporte da família. Isso impacta diretamente a qualidade de vida e as chances de sucesso do tratamento oncológico.
“Essa tecnologia de ponta faz parte da maior expansão de centros de radioterapia do país. Neste ano, vamos alcançar, pela primeira vez, pelo menos um centro de radioterapia em cada estado do Brasil. Em São Paulo, são mais de 20 novos equipamentos ultramodernos, que oferecem aos pacientes do SUS o que há de melhor no tratamento”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha
O novo acelerador linear integra um pacote de entregas do programa Agora Tem Especialistas, estratégia do Governo do Brasil voltada à redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, além da ampliação da oferta de atendimento especializado próximo à população. Em todo o país, já são 155 aparelhos viabilizados, com potencial para realizar cerca de 93 mil atendimentos por ano. A expansão da rede de radioterapia contribui para agilizar o início do tratamento e reduzir a necessidade de deslocamento dos pacientes.
Centro de Atendimento para AVC
Padilha também esteve no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de SP (Unifesp), para habilitar a unidade como Centro de Atendimento de Urgência tipo III para pacientes com AVC. Referência no atendimento a doenças cerebrovasculares, o HSP passa a contar com 10 leitos específicos para AVC e receberá custeio anual federal de R$ 1,1 milhão. A estrutura do hospital inclui ambulatório especializado, suporte diagnóstico com Doppler transcraniano e atuação integrada com as demais unidades do hospital, assegurando cuidado completo aos pacientes de cardiologia, além de integrar a rede referenciada do SUS, que garante socorro rápido a quem precisa.
“Aqui, estamos diante de um serviço público de excelência. Vamos salvar muitas vidas aqui e formar profissionais que vão atuar não só neste hospital, mas em todo o Brasil. Temos residentes da área médica e multiprofissional que integram o corpo clínico de uma unidade em expansão e que sairão daqui para atender a população em diferentes regiões, levando a experiência adquirida”, afirmou o ministro da Saúde.
Essa habilitação representa mais agilidade no atendimento e amplia as chances de recuperação de pessoas que sofrem um AVC. A medida fortalece a rede de atenção na cardiologia, área prioritária do programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa permite que o paciente tenha acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento adequado. No caso do AVC, esse tempo é decisivo: quanto mais rápida a assistência, menores são as sequelas e maiores as chances de salvar vidas.
Durante agenda na Universidade Federal de São Paulo, Padilha anunciou ainda a construção do novo Hospital Universitário da Unifesp (HU-Unifesp). Com estrutura totalmente voltada para o atendimento ao SUS, 100% gratuito, a nova unidade será o hospital universitário mais moderno do país e beneficiará mais de três milhões de habitantes da Zona Sul da cidade de São Paulo.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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