POLITICA
Propostas de Max Russi ampliam atendimento a estudantes com deficiência auditiva
Parlamentar apresentou indicações, que propõe ampliação da comunicação e escolarização em língua de sinais e a língua portuguesa, na modalidade escrita
JB News
Propostas para ampliar o atendimento a estudantes portadores de deficiência auditiva de Mato Grosso estão tramitando na Assembleia Legislativa. Duas indicações são do primeiro-secretário da Casa de Leis, deputado Max Russi (PSB). Uma delas propõe a inclusão da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na grade curricular do ensino básico do Estado.
Um dos principais argumentos do parlamentar tem por base a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que busca assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais.
“Com os processos de inclusão e igualdade nas escolas, as salas de aula passaram também a ser inclusivas para as diversidades de necessidades e deficiências físico-motoras e cognitivas. Precisamos construir e fomentar essas políticas públicas, para que esse acesso seja ampliado em nosso Estado”, argumenta Max Russi.
De acordo com o deputado Max Russi, a intenção é equiparar, ao máximo, as condições de aprendizado das crianças que apresente algum grau de surdez e ouvintes, para que desenvolvam a comunicação e escolarização em língua de sinais e a língua portuguesa.
“Diferentemente das crianças ouvintes, que chegam à escola falando português, as crianças com deficiência auditiva muitas vezes não têm o domínio adequado da sua língua; assim, a preocupação da escola deve ser criar um ambiente em que essas crianças possam adquirir primeiramente a Língua de Sinais e depois o português”, justifica.
Conforme os últimos dados, fornecidos pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Mato Grosso possui hoje 195 estudantes com surdez na rede estadual. O levantamento aponta um total de 315 alunos com deficiência auditiva em 1 ou nos 2 ouvidos, que podem usar aparelho ou têm implante coclear. A Seduc autorizou ainda a contratação de 161 interpretes de libras para atuarem em sala de aula, após o pedido das escolas.
“O desafio que se enfrenta na atualidade é transformar a escola de todos para todos numa instituição igualitária, renovando suas práticas educativas para atender à realidade dos desafios que chegam à sociedade, na formação de um cidadão pleno de seu compromisso. É necessário reforçar essa atuação”, avalia Max Russi.
Aguardando Sanção
O Projeto de Lei (PL) 40/2021, que regulamenta a profissão de tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), em Mato Grosso aguarda sanção governamental.
A proposta do primeiro-secretário, deputado Max Russi (PSB) foi aprovada no mês passado pelos deputados estaduais e prevê a disponibilização de profissionais em órgãos da administração direta e indireta. “É necessário estimular a categoria e ao mesmo tempo ampliar a inclusão das pessoas com deficiência auditiva em Mato Grosso”, avalia.
Seminário da Pessoa Surda
Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou em setembro do ano passado um ciclo de palestras pela Conscientização e Inclusão Social da Pessoa Surda, alusiva ao mês da visibilidade da Comunidade Surda Brasileira. O evento foi proposto pelo deputado Max Russi (PSB) e debateu o encaminhamento de novas medidas, voltadas a pessoas com surdez, por melhores condições de exercerem seus direitos e deveres como cidadãos.
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
Veja:
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