Economia
Projeto abre turmas extras para atender 620 pessoas em nove municípios
JB News
Da Redação
Convênio da Sedec com a CDL capacitou três mil empreendedores de dezembro de 2023 a abril de 2024

Em Cuiabá foram disponibilizadas 200 vagas, enquanto Várzea Grande terá 70 vagas. Nas demais cidades, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Confresa, Conquista D’ Oeste, Tangará da Serra, Pontes e Lacerda e Vila Rica , haverá 50 vagas em cada.
A capacitação é totalmente gratuita e os interessados podem fazer sua inscrição através do link: https://form.jotform.com/240375295835666
O convênio entre a Sedec e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) foi assinado em 2023 e as primeiras turmas foram capacitadas ainda em dezembro. Novas turmas foram abertas até maio deste ano, totalizando cerca de três mil pessoas capacitadas em 55 turmas.
No curso, os participantes têm acesso a informações importantes como tirar um CNPJ, como se legalizar, noções básicas de fluxo de caixa, já sai com uma logomarca e tem algumas noções de como divulgar seu trabalho na rede social. Além disso, recebem certificado de capacitação e uma consultoria on-line durante três meses, com acompanhamento especializado.
“Esse é um grande projeto de Estado de oferecer a oportunidade de transformar negócios informais em empresas formalizadas. É fruto de mais uma parceria do Governo de Mato Grosso com o setor privado de incentivar o empreendedorismo, de preparar novos empresários no nosso Estado”, destacou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.
O presidente da CDL Cuiabá, Junior Macagnam, destacou que por meio da parceria com o Governo do Estado pessoas com intenção de empreender e empresários de diversos perfis têm acesso a capacitação e adquirem conhecimento para tirar seus projetos do papel.
“Tudo isso permite um crescimento de forma estruturada, já que cerca de 90% dos negócios não se mantêm por mais de cinco anos. O Circuito Empreenda Mais é um presente para o empreendedor e tem um valor inestimável. Só temos a agradecer ao Governo do Estado por essa parceria com a CDL”.
O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Mato Grosso (FCDL-MT), David Pintor, informou que durante a semana do curso, o participante recebe toda orientação necessária em relação ao seu negócio.
“Muitas vezes a pessoa que empreende ou quer empreender e desconhece a legislação brasileira que dá uma grande vantagem competitiva para o pequeno empreendedor, então, essa é com certeza uma grande oportunidade para todos”, disse.
Para mais informações, acesse o site: https://www.circuitoempreendamaiscdl-sedec.com/
AGRONEGÓCIOS
“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.
Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.
Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.
Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.
A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.
Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.
“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.
Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.
O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.
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