Nacional
Programas brasileiros de participação social são apresentados em fórum internacional na Argentina
A reconstrução da participação social e o fortalecimento da democracia participativa no Brasil foram apresentados na 24ª Conferência do Observatório Internacional da Democracia Participativa, em Córdoba, na Argentina, pelo secretário nacional de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Renato Simões, na abertura do evento, nesta quarta-feira (21), com importantes exposições da Argentina, Grécia, Moçambique e Portugal.
O secretário explicou que o Brasil recuperou o sistema federativo de conselhos e conferências nacionais como mecanismos de participação social nas políticas públicas e está realizando a integração da comunicação em rede digital com a organização popular nos territórios.
“Seguimos na construção de uma consciência democrática e de seus valores, enfrentando a cultura do ódio, da mentira, da misoginia, do racismo, da xenofobia, da LGBTfobia, das mais variadas formas de discriminação e opressão. Reconstruímos a participação social depois de seis anos de governos de orientação neoliberal e neofascista”, ressaltou.
Mais tarde, Simões participou da mesa “Diálogo Político de Alto Nível do Observatório Internacional da Democracia Participativa”, composta por prefeitos, prefeitas e autoridades locais de países da América do Sul, da Europa e da África, além do deputado federal João Paulo (PT/PE), ex-prefeito do Recife.
O debate aconteceu na Universidade Nacional de Córdoba, fundada em 1613, palco do processo de reforma universitária de Córdoba, um movimento histórico de 1918 que revolucionou o ensino superior na América Latina. O secretário expôs mais um avanço do Brasil na área, o Programa de Extensão em Participação Social, parceria da Secretaria-Geral da Presidência da República e do MEC (Ministério da Educação) para instituições públicas de ensino superior, que integra as iniciativas de participação social do governo federal.
Simões também apresentou o Programa de Participação Social nos Territórios, a criação dos Fóruns de Participação Social nas políticas públicas do governo federal nos estados e no Distrito Federal e a criação do Programa de Alimentação Saudável (PAS) em parceria com o Consórcio Nordeste.
A diretora de Participação Digital e Comunicação em Rede da Secretaria Nacional de Participação Social, Carla Bezerra, participou do painel “Democracia, Gestão e Participação Digital” apresentando a experiência brasileira com a plataforma digital Brasil Participativo, que abriga processos participativos do governo federal. E da oficina “Dando forma às cidades do futuro: um chamado à ação para orientar a IA na defesa da democracia participativa e dos direitos humanos”.
O Observatório Internacional da Democracia Participativa (OIDP) é uma rede internacional aberta a todas as cidades, organizações e centros de investigação com interesse em conhecer, intercambiar e aplicar experiências sobre democracia participativa no âmbito local. Foi criada em 2001, dentro dos projetos do Programa URB-AL da Comissão Europeia, de cooperação descentralizada, que promove o desenvolvimento de relações diretas entre as administrações europeias e da América Latina.
Prêmio Boas Práticas de Participação Cidadã
A cidade de Niteroi (RJ) foi premiada na categoria Tecnologia Cívica pela inovação no uso da tecnologia na comunicação. A iniciativa ampliou o acesso e o contato do cidadão niteroiense com a prefeitura, a partir da implementação do COLAB, uma ferramenta fundamental de participação popular.
O “Prêmio Boas Práticas de Participação Cidadã” reconhece experiências inovadoras no campo da democracia participativa desenvolvidas em nível local. Nesta edição, foram 137 candidaturas de 37 países e 108 governos locais e regionais.
Fonte: Secretaria-Geral
Nacional
Ministério da Justiça e Segurança Pública notifica Google e Apple sobre aplicativos de bets ilegais
Brasília – 18/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) enviou ofícios à Google Brasil e à Apple, nesta sexta-feira (17,) solicitando esclarecimentos sobre a disponibilização de aplicativos de apostas ilegais — os chamados bets — em suas respectivas lojas virtuais, a Play Store e a App Store, sem autorização do Ministério da Fazenda.
Os Ofícios nº 455 e nº 456/2026, assinados pelo Secretário Nacional de Direitos Digitais e pelo Secretário Nacional do Consumidor, foram produzidos a partir de monitoramento de rotina da Coordenação-Geral de Classificação Indicativa da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (SEDIGI).
O levantamento identificou, em caráter preliminar, inúmeros aplicativos disponíveis para download que aparentemente promovem, ofertam ou viabilizam o acesso a apostas de quota fixa e outras modalidades lotéricas sem autorização regulatória emitida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
De acordo com os ofícios, os aplicativos identificados não estão sequer dissimulados sob o pretexto de outras funcionalidades, sendo encontrados com facilidade por meio de termos de busca simples, como a expressão “jogo do Tigrinho”. Exemplos dos aplicativos levantados constam nos anexos dos documentos.
O Ministério aponta que as condutas identificadas, em juízo preliminar, contrariam a legislação de proteção dos direitos da criança e do adolescente na internet — especificamente o art. 6°, inciso IV, da Lei nº 15.211/2025 — e o Código de Defesa do Consumidor (arts. 10, 18 e 39, inciso IV), podendo resultar em responsabilização solidária de toda a cadeia de fornecedores. Destaca-se ainda o art. 21 do Decreto 12.880/ 2026, que regulamenta o ECA Digital e determina expressamente que lojas de aplicações e sistemas operacionais devem impedir a disponibilização de produtos ou serviços que promovam acesso a loterias não autorizadas pelos órgãos competentes.
As empresas notificadas devem apresentar esclarecimentos circunstanciados e acompanhados de documentação comprobatória sobre as políticas internas aplicáveis à distribuição de aplicativos de apostas; os procedimentos de triagem prévia adotados para verificar autorizações regulatórias e mecanismos de verificação de idade; e uma relação nominal atualizada de todos os aplicativos das categorias Loterias, Apostas, Cassino, Bets e correlatas atualmente disponíveis para usuários no Brasil, com indicação do desenvolvedor responsável, classificação indicativa e autorização regulatória declarada.
O Ministério ressalta que a lista oficial das operadoras de apostas de quota fixa regularmente autorizadas no âmbito federal é mantida pelo Ministério da Fazenda e está disponível para consulta pública em gov.br/fazenda (acrescentar link), o que torna a verificação da regularidade dos aplicativos uma providência de baixa complexidade operacional.
Os ofícios têm natureza informativa e instrutória, não constituindo, por si sós, aplicação de sanção. Contudo, as respostas apresentadas — ou sua ausência — poderão permitir a instauração de procedimento administrativo próprio.
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