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Prisão decidida por júri popular vai sobrecarregar tribunais com habeas corpus

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A mudança de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), para determinar a execução da pena de prisão decidida pelo Tribunal do Júri, também conhecido como júri popular, deve aumentar a demanda da própria Corte. A tendência é que os advogados recorram a processos de habeas corpus (HC) para buscar a soltura de seus clientes.

Um levantamento feito pelo JusDocs, site de compartilhamento de peças jurídicas entre advogados em todo o Brasil, mostra que as ações de HC no STF cresceram 244% em 10 anos, sendo julgados 5.834 pedidos em 2012 e 14.223 em 2022. Em números atuais, de janeiro a 31 de julho, o Supremo Tribunal Federal já analisou 8.455, isto é, mais da metade do que no ano passado. Em todo o país, neste ano, foram contabilizadas mais de 33 mil decisões de habeas corpus nos tribunais superiores e estaduais.

“Vale lembrar que o veredito do júri popular é soberano, mas há possibilidade de recorrer em instâncias superiores. Assim, o número de ajuizamento do habeas corpus tende a se elevar para que a pessoa não seja presa imediatamente, como sugere o STF”, explica Carlos Stoever, sócio e responsável pelo conteúdo do JusDocs.

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Habeas corpus é gratuito

A Constituição Federal orienta que o habeas corpus é concedido para quem sofre ou corre risco iminente de sofrer violência ou coação na sua liberdade de locomoção, em decorrência de abusos de poder ou ilegalidades.

O responsável pelo conteúdo do JusDocs revela que ele é gratuito. “Não é necessário arcar com custas judiciais para ingressar com o HC”.

Em que situações ele pode ser aplicado

O Código de Processo Penal prevê que a violação da liberdade de ir e vir é considerada ilegal e, por tanto, cabível de habeas corpus:

– quando não houver justa causa;
– quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei;
– quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo;
– quando houver cessado o motivo que autorizou a coação;
– quando não for alguém admitido a prestar fiança, nos casos em que a lei a autoriza;
– quando o processo for manifestamente nulo;
– quando extinta a punibilidade.

Quem pode dar entrada do habeas corpus

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De acordo com Carlos Stoever, sócio do JusDocs, o habeas corpus pode ser impetrado na Justiça por qualquer pessoa. Todavia, é recomendado ter a ajuda de um advogado criminalista. Este profissional especializado em direito penal vai analisar a situação e os aspectos legais para redigir a petição e direcioná-la ao tribunal competente.

“Existem inúmeros modelos de petições. O JusDocs, por exemplo, possui várias peças prontas para serem adaptadas ao caso em concreto, seja ele preventivo ou repressivo. E já notamos uma maior procura por elas”, informa Stoever.

Para saber mais, basta acessar o site JusDocs (https://jusdocs.com

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Desembargadora Maria Erotides recebe Diploma Bertha Lutz por atuação no combate à violência contra a mulher

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Da redação

A desembargadora Maria Erotides Kneip, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), será homenageada, nesta quinta-feira (16), com o Diploma Bertha Lutz, uma das mais importantes honrarias do país voltadas à defesa dos direitos das mulheres. A entrega será realizada pela senadora Margareth Buzetti.

A premiação reconhece personalidades que se destacam na promoção da equidade de gênero e na defesa dos direitos femininos em diversas áreas de atuação. Em 2016, 15 pessoas serão homenageadas.

No caso da magistrada mato-grossense, o reconhecimento está diretamente ligado à sua atuação à frente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT).

À frente da Cemulher, Maria Erotides tem liderado iniciativas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica, com foco na articulação institucional, fortalecimento da rede de proteção e desenvolvimento de políticas públicas voltadas à segurança e à autonomia das mulheres.

Entre as ações, destacam-se o número de Redes de Enfrentamento, que atingiu a marca de 103 instaladas, campanhas educativas, como “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”; capacitações e o incentivo a projetos que promovem a responsabilização de agressores, a exemplo dos Grupos Reflexivos e o acolhimento de vítimas, por meio de iniciativas como o Núcleo Thays Machado.

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O Diploma Bertha Lutz leva o nome da bióloga e advogada paulista Bertha Maria Julia Lutz, uma das principais referências do feminismo no Brasil. Pioneira na luta pelos direitos políticos das mulheres, ela foi uma das responsáveis pela conquista do direito ao voto feminino no país, oficializado em 1933. Também teve atuação marcante na educação e na inserção das mulheres no serviço público.

Ao receber a honraria, a desembargadora Maria Erotides passa a integrar um grupo de personalidades reconhecidas nacionalmente pela contribuição efetiva na promoção dos direitos das mulheres, destacando o papel do Judiciário mato-grossense no enfrentamento à violência de gênero.

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