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Prefeitura de Cuiabá justifica nova regra que permite RGA sobre verba indenizatória como simples aplicação da reposição inflacionária

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*SEM AUMENTO DE SALÁRIOS*

JB News

Por Alisson Gonçalves

 

A Prefeitura de Cuiabá justificou a recente alteração legislativa que autoriza a aplicação da Revisão Geral Anual (RGA) sobre a verba indenizatória paga a cargos comissionados como uma medida que apenas garante a reposição inflacionária dos valores já praticados.

A mudança, sancionada pelo prefeito Abilio Brunini (PL) no âmbito da reforma administrativa aprovada pela Câmara Municipal, passou quase despercebida e levantou questionamentos sobre a coerência entre o discurso de austeridade e as decisões adotadas pela gestão.

O novo dispositivo legal modifica a Lei Complementar 503/2021 ao incluir a possibilidade de reajuste da verba indenizatória com base nos índices de inflação — algo incomum na administração pública.

Com a aplicação do RGA de 4%, secretários municipais, por exemplo, poderão ter seus rendimentos mensais aumentados de R$ 12.358,34 para R$ 12.852,32 a partir de maio, quando o reajuste costuma entrar em vigor.

Apesar do impacto financeiro, a Prefeitura afirmou que não houve aumento de salários ou ampliação da verba indenizatória com a nova legislação.

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Segundo a nota oficial, a norma apenas prevê a aplicação futura do índice de inflação oficial, medido pelo IPCA, a todos os servidores, inclusive os ocupantes de cargos comissionados.

A explicação vem em meio à polêmica causada pela sanção da medida menos de dois meses após o prefeito decretar calamidade financeira na capital.

Em 3 de janeiro, Abilio alegou falta de recursos para honrar compromissos com fornecedores e anunciou um plano de contenção com a meta de economizar R$ 100 milhões em 100 dias. No entanto, em 21 de fevereiro, a reforma que abre espaço para o reajuste da verba indenizatória foi assinada.

A reforma também atualizou a tabela de subsídios e cargos, mantendo, na prática, os salários da gestão anterior, ainda que os valores legais tenham sido revistos.

O novo artigo garante que a revisão anual será concedida “sem distinção de índices”, beneficiando especialmente os nomeados politicamente, o que reacendeu o debate sobre prioridades administrativas e compromissos com a transparência e a responsabilidade fiscal.

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Construções inabitadas em APP e área pública são demolidas por irregularidades

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A Prefeitura de Cuiabá realizou nesta quinta-feira (16) uma ação de demolição de edificações não habitadas construídas irregularmente em área destinada a equipamento comunitário e em Área de Preservação Permanente (APP), no bairro Parque Cuiabá. A operação foi liderada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), com apoio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras.

Durante a ação, foram retirados entulhos e restos de materiais de construção descartados de forma irregular. Entre as estruturas demolidas está a extensão de uma marmitaria construída nos fundos do imóvel, em área pública destinada a equipamento comunitário. O estabelecimento havia sido embargado em novembro do ano passado. Em outro local, foi identificado furto de energia elétrica, sendo acionada a concessionária Energisa para as providências cabíveis.

De acordo com a agente de regulação e fiscalização Cristiane Almeida, a ação atende a uma recomendação do Ministério Público, que cobrou do município providências diante da ocupação irregular da área pública. “É uma área pública municipal destinada a equipamento comunitário e dentro dela tem uma área de preservação permanente. O Ministério Público cobrou o município porque o local estava sofrendo ação de invasores, com descarte de entulho e construção irregular. Estamos fazendo a retirada e a limpeza do espaço”, explicou.

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Segundo ela, em vistoria anterior foram constatadas cerca de 35 edificações erguidas em área de equipamento comunitário e APP, algumas habitadas e outras ainda em construção. Nesta etapa, a demolição ocorreu apenas em obras inacabadas, totalizando entre seis e oito estruturas. As construções com moradores deverão ser alvo de medidas judiciais posteriores.

Ainda durante a operação, uma distribuidora instalada em área pública foi interditada. O proprietário já havia sido notificado e há decisão de primeira instância determinando a demolição.

O secretário adjunto de Regulação e Fiscalização da Sorp, Robson Pereira dos Santos, destacou que a ação é continuidade de um trabalho iniciado anteriormente com a lavratura de autos de infração e notificações.

“Fizemos a primeira ação com autos de infração e notificações, dando ciência da ocupação irregular desses moradores e comércios. Hoje estamos finalizando com a demolição, resgatando esses espaços públicos para o município. Além de ser uma área destinada a equipamento comunitário, também há uma área de preservação de um córrego que passa ao lado. Estamos tentando recuperar esse espaço para a cidade”, afirmou Robson Pereira.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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