RepórterMT
Emanuel é contra a troca do VLT pelo BRT
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) subiu o tom ao rebater as críticas do secretário-adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano da Sinfra, Rafael Detoni, que afirmou que os 144 ônibus adquiridos pela Prefeitura de Cuiabá, não são compatíveis com o Bus Rapid Transit (BRT). O emedebista deixou clara sua oposição à troca da implantação do VLT pelo BRT.
“Quem manda em Cuiabá é o prefeito da Capital, ponto final. Ainda tive o cuidado de autorizar porta dos dois lados. Digo que o BRT dificilmente vai sair. Mesmo sendo árduo defensor do VLT, quando comprei, pedi do lado esquerdo para que houvesse essa possibilidade do outro modal”, declarou nesse sábado (18).
“Dificilmente o BRT vai sair. É inviável, não é o melhor para a população. Existem várias ações em nível administrativo e judicial, que não foram decididas ainda. Teremos longo embate pela frente. Foram investidos mais de R$ 1 bilhão [no VLT]. Esse anteprojeto fica mais caro. É um tapa na cara da sociedade. Precisamos trazer para Cuiabá o que há de melhor e moderno. Só o VLT consegue trazer isso para a população. Além de tudo isto, não vamos permitir essa interferência indesejada, ilegal do estado, em assuntos do município”, completou.
A crítica foi feita na última quinta-feira (16), quando Detoni apontou a suposta falha nas novas frotas de ônibus adquiridas pelas Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, que segundo ele, tem diferença de nível do piso da estação para os ônibus.
De acordo com o Chefe do Executivo Municipal, a licitação da compra correu por quase um ano e nunca foi notificado pelo Governo do Estado sobre a situação.
“A licitação correu três anos quase. Ampliei o prazo para mostrar transparência e respeito à impessoalidade e ilegalidade. Ninguém participou, notificou. Agora, depois de beneficiar a população com 144 ônibus, melhorando o transporte coletivo, eles vêm com essa história, a um ano das eleições? Dá para acreditar na boa intenção?”, declarou.








