Economia
Pivetta descarta taxação da energia solar em Mato Grosso , VEJA
JB News
por Nayara Cristina
Em meio ao crescimento da geração de energia limpa e ao aumento da demanda elétrica em Mato Grosso, o governador Otaviano Pivetta afirmou de forma categórica que o Estado não adotará qualquer tipo de taxação sobre a energia solar. A declaração foi feita durante coletiva à imprensa e reforça o posicionamento do Executivo em manter segurança jurídica para consumidores e investidores do setor.
O tema da chamada “taxação do sol” já foi alvo de debates no Estado em anos anteriores. Durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes, propostas chegaram a ser discutidas no âmbito da Assembleia Legislativa envolvendo a cobrança pelo uso da rede elétrica por sistemas de micro e minigeração distribuída. À época, a discussão acompanhava o cenário nacional, que avançava na regulamentação do setor e previa a possibilidade de cobrança gradual de encargos sobre a energia injetada na rede.
Com a criação do marco legal da geração distribuída, a nível federal, foram estabelecidas regras para esse modelo, incluindo a previsão de cobrança progressiva pelo uso da infraestrutura elétrica. Mesmo assim, estados continuaram sendo pressionados a se posicionar sobre eventuais medidas complementares, especialmente diante do crescimento acelerado da energia solar.
Em Mato Grosso, esse avanço ocorre em paralelo ao aumento do consumo de energia elétrica. A expansão das agroindústrias, o fortalecimento do agronegócio e o crescimento urbano têm elevado a demanda energética, exigindo alternativas que ampliem a oferta e reduzam custos operacionais. Nesse cenário, a energia solar tem ganhado protagonismo como uma das principais soluções adotadas por produtores rurais, empresas e consumidores.
Ao descartar a taxação, Pivetta afirmou que o objetivo do governo é preservar um ambiente estável para o setor, evitando mudanças que possam gerar insegurança ou desestimular investimentos. Segundo ele, a orientação da gestão é clara no sentido de não criar novos encargos sobre a geração própria de energia no Estado.
A declaração ocorre em um momento em que o tema volta ao centro do debate nacional, impulsionado pelo crescimento do setor e pelas discussões sobre equilíbrio entre geração distribuída e sustentabilidade do sistema elétrico. Em Mato Grosso, no entanto, o governo mantém o posicionamento de que não haverá cobrança sobre a energia solar, consolidando a medida como parte da estratégia econômica voltada à atração de investimentos e ao fortalecimento da matriz energética local.
Veja:
Economia
Piveta anuncia investimento de R$ 1 bilhão em rede trifásica em parceria com a Energisa-MT após renovação de concessão de 30 anos ,VEJA O VÍDEO
JB News
por José Teixeira
Renovação de concessão expõe fragilidade energética e força Mato Grosso a reagir com plano bilionário
A decisão do Governo Federal de renovar por mais 30 anos a concessão de 14 distribuidoras de energia elétrica no país, incluindo a Energisa em Mato Grosso, reacendeu um debate antigo e sensível: o limite entre crescimento econômico acelerado e a incapacidade estrutural de sustentar esse avanço. Em um estado que lidera índices de expansão no agronegócio e busca avançar na industrialização, a precariedade no fornecimento de energia tem sido apontada como um dos principais gargalos ao desenvolvimento.
A medida, oficializada na véspera pelo Governo Federal, foi recebida com preocupação por lideranças políticas e produtivas em Mato Grosso, que já vinham discutindo, internamente, alternativas para enfrentar a deficiência energética em diversas regiões. A crítica recorrente é de que a qualidade e a capacidade da rede elétrica não acompanham o ritmo de crescimento econômico, especialmente no interior, onde produtores, indústrias e empreendedores enfrentam limitações constantes no fornecimento.
Durante agenda pública no Parque das Águas, nas comemorações dos 307 anos de Cuiabá, o governador Otaviano Piveta confirmou que o Estado já vinha se antecipando à decisão federal e estruturando um plano robusto para enfrentar o problema. Segundo ele, uma reunião realizada com a diretoria do setor energético, ainda antes da renovação das concessões, resultou na definição de um investimento conjunto de aproximadamente R$ 1 bilhão em infraestrutura elétrica.
“Coincidentemente, nós fizemos uma reunião com a diretoria da energia hoje à tarde para falar sobre a infraestrutura da energia. Nós temos um plano para anunciar nos próximos 10 dias que vai construir 10 mil quilômetros de linhas trifásicas para melhorar a capacidade de energia em todos os cantos do Estado”, afirmou o governador.
O projeto prevê uma divisão igualitária de investimentos, sendo cerca de R$ 500 milhões aportados pelo Governo do Estado e outros R$ 500 milhões pela própria Energisa. A proposta tem como foco ampliar a rede básica de distribuição, especialmente em regiões onde a energia ainda é considerada insuficiente ou inexistente para sustentar atividades produtivas.
Piveta destacou que Mato Grosso, por ser o estado que mais cresce no país, exige uma resposta proporcional em infraestrutura. Ele também sinalizou que, apesar da renovação das concessões, o governo estadual adotará uma postura rigorosa na cobrança por melhorias. “Nós vamos cobrar com muita firmeza os investimentos necessários para levar energia aonde o povo está e aonde os empreendedores querem desenvolver atividade que demande energia como insumo”, reforçou.
Entre os exemplos citados pelo governador está o Pantanal, onde o turismo ainda enfrenta limitações severas por falta de energia convencional. Atualmente, muitas pousadas operam com geradores, o que encarece os custos e limita a expansão do setor. A proposta do Estado é levar rede elétrica básica a regiões estratégicas, incluindo áreas como Santo Antônio do Rio Verde e outras localidades com potencial econômico ainda represado.
A renovação das concessões, vista por muitos como uma oportunidade perdida de reavaliar o modelo de distribuição, acaba funcionando como um catalisador para ações locais. Em Mato Grosso, o movimento agora é de reação: diante de um cenário nacional definido, o Estado aposta em protagonismo e investimento próprio para evitar que a falta de energia continue sendo um freio ao desenvolvimento.
O desafio, no entanto, permanece complexo. Com a expansão da agroindústria, o avanço da industrialização e a necessidade de interiorização do crescimento, a pressão sobre o sistema energético tende a aumentar. A promessa de investimento bilionário surge como uma resposta imediata, mas a efetividade dessas ações será determinante para definir se Mato Grosso conseguirá, de fato, sustentar seu ritmo acelerado de crescimento ou continuará esbarrando em um dos seus principais limites estruturais.
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