Cidades
Justiça decreta prisão preventiva de bombeiro que atirou com espingarda calibre 12 contra casa ao tentar atingir rival amoroso da ex-esposa em Rondonópolis
JB News
por Emerson Teixeira
A prisão do bombeiro militar Genivaldo Mendonça Gomes Júnior, ocorrida após uma sequência de disparos de arma de fogo contra uma residência em Rondonópolis, ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira, quando a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva. O caso, registrado na noite de quinta-feira (2), expõe uma possível motivação passional e levanta questionamentos sobre o uso de violência em conflitos pessoais.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o militar teria ido até o endereço com a intenção de atingir o atual companheiro de sua ex-mulher. No entanto, há indícios de que ele tenha se dirigido ao local errado, o que não impediu a ação violenta. Testemunhas relataram momentos de terror quando o suspeito chegou à residência procurando por um homem identificado como “Alexandre”. Ao ser informado por uma moradora de 39 anos de que ninguém com esse nome vivia ali, ele insistiu e, em seguida, passou a efetuar diversos disparos com uma espingarda calibre 12 contra o imóvel.
Imagens de câmeras de segurança, que já estão em posse das autoridades e circulam amplamente, mostram o momento em que o bombeiro circula pela área externa da casa, aponta a arma e dispara repetidamente contra a residência. No momento do ataque, a moradora estava com o filho de apenas um ano e conseguiu se abrigar dentro do imóvel ao perceber a gravidade da situação. Apesar da violência dos disparos, ninguém ficou ferido.
No local, os policiais encontraram ao menos oito cartuchos deflagrados de espingarda calibre 12, evidenciando a intensidade do ataque. Um cachorro que estava na residência foi atingido durante os disparos e precisou ser socorrido por pessoas próximas, sendo encaminhado para atendimento veterinário.
A identificação do autor foi possível a partir das imagens de segurança e dos depoimentos colhidos no local. O suspeito, que é bombeiro militar lotado em Rondonópolis, foi localizado posteriormente e preso, sendo conduzido à delegacia. Atualmente, ele permanece sob custódia no 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.
Em nota oficial, o Corpo de Bombeiros informou que o militar já prestou esclarecimentos à Polícia Civil e que a corporação aguarda o andamento dos trâmites judiciais para instaurar um procedimento administrativo interno. A apuração deverá verificar eventual transgressão disciplinar, além das implicações criminais do caso.
A principal linha de investigação aponta para um crime motivado por questões pessoais, envolvendo ciúmes e possível tentativa de vingança. A hipótese de erro no endereço reforça a gravidade da situação, já que pessoas sem qualquer relação com o conflito acabaram expostas ao risco de morte.
O caso segue sob investigação e poderá resultar em acusações como tentativa de homicídio, disparo de arma de fogo e outros crimes correlatos. A repercussão do episódio tem gerado forte impacto na cidade, reacendendo o debate sobre responsabilidade, controle emocional e conduta de agentes públicos fora do exercício da função.
Veja:
Cidades
Execução em plena luz do dia expõe passado recente e mistério sobre a motivação de assassinato de homem de 61 anos em Cáceres
JB News
Da redação
A morte de Almiro Alves Ribas, de 61 anos, registrada na manhã desta segunda-feira (6), no bairro Vila Nova, em Cáceres, escancara um crime com características claras de execução, mas ainda cercado de lacunas sobre sua real motivação.

Almiro foi alvejado por disparos de arma de fogo em plena via pública, na Rua Bertoldo Ferreira Mendes, após ser surpreendido de forma direta, sem chance de defesa. Moradores relataram ter ouvido os tiros e acionaram a Guarda Municipal, que encontrou a vítima já caída ao solo. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas apenas confirmou a morte ainda no local.
Imagens de câmeras de segurança de residências vizinhas registraram toda a ação e mostram que o crime foi rápido, objetivo e aparentemente planejado — indícios que reforçam a tese de execução direcionada.

Nos bastidores da investigação, um ponto chama atenção: Almiro havia deixado o sistema prisional recentemente. Apesar disso, até o momento, não há confirmação oficial sobre qual crime ele teria cometido anteriormente, tampouco qualquer informação consolidada que aponte, de forma precisa, a motivação do homicídio.
A Polícia Civil conduz as investigações e trabalha com diferentes linhas, sem descartar nenhuma hipótese. A ausência de detalhes sobre o passado criminal da vítima e sobre possíveis conflitos recentes mantém o caso em aberto e amplia o mistério em torno da execução.
O crime, ocorrido em plena luz do dia e em área residencial, voltou a gerar apreensão entre moradores de Cáceres, sobretudo pela forma direta e silenciosa com que foi cometido — um retrato de violência que, mesmo sem respostas imediatas, deixa marcas profundas na sensação de segurança da população.
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