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Pivetta descarta candidatura de Bolsonaro em MT, e diz que está na fila pra ser candidato a governador em 2026

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Da Redação

 

O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), comentou a respeito da notícia veiculada na impressa do estado nesta segunda-feira 17.04, sobre a possibilidade do ex-presidente da República Jair Bolsonaro em disputar uma vaga de senador por MT nas eleições de 2026.

Para Pivetta, a estratégia de mudar de estado para se candidatar, e tentar se eleger ficou no passado. Disse ainda que a tentativa não é bem vista, e que no estado existem lideranças legitimas, e que Mato Grosso não deve ser usado somente para se candidatar, mesmo com a força e o respeito que tem o ex-presidente, isso não é possível de acontecer.

A notícia de Bolsonaro concorrer o senado em 2026, foi publicado neste domingo, pelo jornal Folha de São Paulo. Segundo a Folha, a estratégia seria por conta do ativismo bolsonarista no estado ser muito forte, e pontou outros dois estados com a mesma referência, entre eles o Distrito Federal e Rondônia.

O vice-governador também falou sobre seu futuro politico em MT, e sobre a possibilidade de disputar o pleito de governador do estado em 2026, na sucessão go atual governador Mauro Mendes. O pecuarista é tido como um dos principais nomes para a disputa.

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Pivetta comentou que está na fila, e que seu grupo está cuidado e organizando internamente o processo.

“Estou na fila, e estou na vida publica dando o meu melhor, desde a minha eleição em Lucas do Rio Verde, eu fiz o meu melhor, fiz a minha história lá, e estou no segundo mandato como o Mauro governador, estou preparado e evidentemente, eu sou um que está na fila”. Destacou.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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