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PGE nega irregularidades, desvio de dinheiro para fundos em acordo de R$ 308 milhões com a Oi e afirma que “todos os esclarecimentos foram prestados a ALMT”, VEJA O VÍDEO

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Por Nayara Cristina

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou nesta quarta-feira uma oitiva para esclarecer os acordos firmados envolvendo a devolução de valores de ICMS à empresa de telefonia Oi S.A., em um processo que gira em torno de aproximadamente R$ 308 milhões. A audiência foi requerida por lideranças partidárias como parte das ações de fiscalização do Parlamento, diante de questionamentos sobre a legalidade dos critérios adotados pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e os impactos financeiros dos entendimentos firmados para os cofres públicos.

Foram ouvidos o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, os procuradores Luiz Otávio Trovo Marques de Souza, Diogo Marques Santana Mi-Ioiishi e Leonardo Vieira de Souza. Eles detalharam as manifestações técnicas e as decisões jurídicas que embasaram os acordos celebrados no âmbito da disputa tributária com a concessionária, que atualmente se encontra em recuperação judicial. O procurador-geral adjunto do Estado, Luiz Alexandre Combate de Farias Tavares, também havia sido convocado, mas informou previamente que não poderia comparecer em razão de questões pessoais e de saúde familiar.

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A convocação ocorreu após denúncias apresentadas pelo ex-governador José Pedro Taques, que apontou supostas irregularidades no pagamento relacionado à devolução dos valores. Durante a audiência, os parlamentares reforçaram a necessidade de aprofundar a análise sobre o caso e indicaram que novos documentos deverão ser solicitados à PGE, além da possibilidade de convocação de outros agentes públicos para prestar esclarecimentos.

Em sua explanação, Francisco Lopes explicou que a decisão de não contestar judicialmente determinada ação pode ser adotada quando a Procuradoria avalia que o risco para o Estado é maior do que o eventual benefício. Segundo ele, entre esses riscos estão o aumento de custos com honorários advocatícios e outras despesas processuais. No caso envolvendo a Oi, afirmou que o Supremo Tribunal Federal já havia declarado a cobrança do ICMS inconstitucional, restando apenas a definição da forma de devolução dos valores.

O procurador também destacou que um dos processos mencionados foi extinto sem análise de mérito, entendimento que, conforme a avaliação técnica da PGE, não gerou prejuízo financeiro ao Estado. “Tudo o que devia ter sido dito foi dito durante a audiência”, declarou Lopes ao final da oitiva, acrescentando que não houve danos, erros ou desvios de finalidade na condução do acordo.

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Ele ainda rebateu insinuações de favorecimento político. Segundo o procurador-geral, não há indícios de irregularidades nem qualquer conhecimento de que recursos decorrentes do pagamento tenham beneficiado atores políticos ou familiares de autoridades. Lopes afirmou que, uma vez transferidos, os recursos deixam de ser geridos pelo Estado e passam a ser administrados pelas empresas conforme as regras do setor privado.

A audiência contou com a participação dos deputados Lúdio Cabral, Janaína Riva e Eduardo Botelho, que defenderam maior transparência no acompanhamento do caso. Ao final dos trabalhos, os parlamentares reiteraram que o processo seguirá sob análise da Assembleia, no exercício de sua função fiscalizatória.

O episódio amplia o debate político em torno dos acordos tributários firmados pelo Estado, ao mesmo tempo em que a Procuradoria sustenta que todas as decisões foram adotadas com base em fundamentos técnicos e jurídicos, dentro dos parâmetros legais e sem prejuízo ao erário.

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Ritela fortalece diálogo com lideranças evangélicas no Baixo Araguaia

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por Redação

A presença do pré-candidato a deputado federal Marcos Ritela (Podemos) no maior congresso de missões do Baixo Araguaia, em Confresa, entre os dias 15 e 19 de abril, reforça um movimento cada vez mais visível no cenário regional: a convergência entre fé e política como estratégia de aproximação com comunidades do interior de Mato Grosso.

O evento, promovido pela Assembleia de Deus Ministério e organizado pelo pastor José Antônio, reúne pastores, missionários e fiéis de diversas cidades em uma programação marcada por cultos, pregações e ações voltadas à evangelização. Mais do que um encontro religioso, o congresso também se consolida como espaço de articulação social e de fortalecimento de lideranças com influência direta nas comunidades locais.

A participação de Ritela ocorre em meio a esse ambiente de forte mobilização espiritual, onde pautas ligadas à fé, à família e ao trabalho missionário ganham protagonismo. A presença do pré-candidato ao lado de lideranças evangélicas da região evidencia uma estratégia de inserção junto a um segmento que possui capilaridade e relevância no interior do estado, especialmente em regiões como o Baixo Araguaia.

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Durante a programação, líderes religiosos destacaram a importância da expansão do evangelho e da união entre igrejas como ferramenta de transformação social. O discurso reforça o papel das instituições religiosas não apenas na dimensão espiritual, mas também como agentes ativos em ações comunitárias, assistência social e formação de valores.

Nesse contexto, a aproximação entre representantes políticos e lideranças religiosas passa a ser vista como um reflexo de demandas locais, onde a fé exerce influência direta na organização social e no comportamento eleitoral. O congresso, além de fortalecer a presença das Assembleias de Deus na região, também evidencia como esses espaços se tornam pontos estratégicos de diálogo entre religião e política, especialmente em períodos que antecedem o processo eleitoral.

A movimentação de Ritela em Confresa sinaliza, portanto, não apenas uma agenda religiosa, mas também um posicionamento dentro de um cenário onde a fé e a política caminham lado a lado na construção de bases e no fortalecimento de vínculos com o eleitorado do interior mato-grossense.

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