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PF prende um em MT,  desarticula grupo envolvido em vendas ilegal de agrotóxico, e sequestra R$ 14 milhões,  fazendas, imóveis e máquinas na terceira fase da operação “Terra Envenenada”

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Operação Terra Envenenada

 

JB News

Da Redação

A terceira fase da Operação Terra Envenenada foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira 23.03 em Mato Grosso, onde foram onde foram sequestrados cerca de R$ 14 milhões de reais uma organização criminosa, que praticava a importação comercialização ilegal de Agrotóxicos provenientes do Uruguai e do Paraguai.

A PF também prendeu um homem que ainda não teve sua identidade revelada. Na sua residência foram encontrado uma arma sem a licença para a posse. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Sorriso e Sino.

A Justiça Federal também determinou sequestro de três fazendas em Novo Progresso (PA), além de seis imóveis nos municípios de Sorriso, Sinop, Altamira (PA), Toledo, e Guaíra no Paraná. Aprendeu também quatro caminhonetes, quatro caminhões, e cinco máquinas agrícolas.

As investigações que iniciaram com a primeira fase da Operação a PF identificaram um verdadeiro esquema montado pelos criminosos para com hierarquia para efetuar o contrabando.

A PF também identificou um esquema de Câmbio ilegal para dissimular as origens volumosas de lucros obtidos pela quadrilha. O dinheiro era usado para comprar imóveis e carros de luxo, gado, fazendas e lanchas.

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Ex-assessor de ministras preso pela PF vazou informações sigilosas e monitorava delegado em esquema com lobista de MT

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Por Emerson Teixeira

 

Ex-assessor é preso após monitorar delegado e vazar decisões judiciais em esquema milionário de corrupção

A prisão de Márcio José Toledo Pinto, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta terça-feira (31), elevou o nível de gravidade das investigações da Operação Sisamnes e revelou novos elementos sobre um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais em instâncias superiores. Apontado como peça-chave na engrenagem criminosa, o ex-assessor é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves para manipular informações e atuar em processos de interesse privado.

A nova ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal apresentar indícios adicionais colhidos a partir da análise do celular do investigado. Inicialmente, o pedido de prisão temporária havia sido negado, mas o avanço das investigações levou à decretação da medida mais rigorosa.

Um dos pontos mais graves identificados pela Polícia Federal foi o monitoramento de um delegado responsável pelo caso. O próprio investigador percebeu que estava sendo seguido, realizou a abordagem e identificou Márcio. Para os agentes, a conduta configura tentativa de obstrução das investigações.

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Segundo relatos, o ex-assessor alegou que apenas acompanhava o delegado porque ele estaria utilizando um veículo apreendido, justificativa que não convenceu os investigadores.

De acordo com relatório enviado ao STF, Márcio foi indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As investigações apontam que ele produziu minutas e decisões com base em jurisprudências para atender interesses de terceiros, além de vazar informações sigilosas de gabinetes ligados a tribunais superiores.

Márcio já havia sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024. Ele atuou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.

As quebras de sigilo bancário indicaram que o lobista teria repassado cerca de R$ 4 milhões ao investigado por meio de uma empresa em nome da esposa de Márcio, reforçando a suspeita de pagamento por favorecimento em decisões judiciais.

Apesar da gravidade do caso, o novo relatório elaborado pelo delegado José Heloíse dos Santos Neto aponta que não há, até o momento, indícios de participação de ministros de tribunais superiores no esquema.

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A defesa do investigado ainda não se manifestou. Em declarações anteriores, Márcio negou envolvimento nas irregularidades.

A prisão aprofunda a crise envolvendo suspeitas de corrupção no Judiciário e coloca sob pressão um dos esquemas mais sensíveis já investigados pela Polícia Federal nos últimos anos.

 

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