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Paula Calil cobra justiça por adolescente assassinada e anuncia campanha de doações para bebê da vítima

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A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil, manifestou indignação e pediu justiça pelo brutal assassinato da adolescente Emily.

Durante entrevista à imprensa, ela destacou a importância de acolher a família da vítima e anunciou uma campanha para arrecadar doações destinadas à filha da jovem.

“Nós utilizamos do artigo 125 do regimento interno dessa casa para que a família viesse até a Câmara Municipal, que nós fizéssemos esse acolhimento, esse apoio para a família de uma menina que foi brutalmente assassinada, de uma forma muito covarde, com total ausência de humanidade”, declarou Paula Calil.

A presidente ressaltou o impacto do crime, destacando o sofrimento da mãe de Emily.

“Você retirar do peito de uma mãe, uma criança, uma adolescente que sonhava com o direito de ter uma família, com um filho, e isso causou uma comoção tremenda, e nós queremos justiça, justiça no caso da Emily.”

Para ajudar a família, a Câmara instalou um ponto de arrecadação para receber doações de fraldas, roupas infantis, fórmulas para bebês e cremes para assaduras.

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“É muito importante que a gente possa levar até essa família, para essa bebê, para a Liara, ajuda, a gente precisa de fraldas, dar esse apoio para essa família. E é importante também o acolhimento dessa família”, enfatizou Calil.

O Caso:

Em 12 de março de 2025, a adolescente Emilly Azevedo Sena, de 16 anos e grávida de nove meses, foi brutalmente assassinada em Cuiabá, Mato Grosso.

A jovem foi atraída sob o pretexto de receber doações de roupas para o bebê que esperava, mas acabou sendo vítima de um crime hediondo.

Emilly saiu de sua residência em Várzea Grande para encontrar-se com Nataly Hellen Martins, de 25 anos, que havia prometido as doações.

Horas depois, Nataly e seu companheiro, Cristian Albino Cebalho de Arruda, de 28 anos, deram entrada no Hospital de Maternidade Santa Helena com um bebê recém-nascido, alegando que o parto ocorrera em casa.

A equipe médica desconfiou da versão apresentada, especialmente porque Nataly se recusou inicialmente a ser examinada e, posteriormente, os exames não indicaram sinais de parto recente.

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Diante das suspeitas, a polícia foi acionada e, ao investigar a residência do casal, encontrou o corpo de Emilly enterrado em uma cova rasa no quintal.

A perícia revelou que a adolescente sofreu um corte no abdômen para a retirada do feto enquanto ainda estava viva, além de apresentar sinais de asfixia e estar amarrada com cabos de internet.

Nataly confessou o crime, afirmando que agiu sozinha e que sua intenção era ficar com o bebê de Emilly.

Ela relatou ter perdido um filho anteriormente e desejava ser mãe novamente, chegando a fingir uma gravidez nas redes sociais e realizando um chá de revelação.

As investigações continuam em andamento para apurar todos os detalhes e possíveis envolvidos no crime, enquanto a sociedade clama por justiça diante da barbárie cometida contra a jovem mãe.

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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

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O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

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Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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