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Para Fecomércio-MT novas regras do Banco Central beneficiarão lojistas

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Com as novas medidas apresentadas pelo Banco Central, que limita, a partir de abril de 2023, a cobrança de Tarifa de Intercâmbio (TIC) paga aos emissores de cartões pelos lojistas que alugam “maquininhas” de pagamento, a Fecomércio-MT informa que a medida diminuirá os custos operacionais dos comerciantes mediante recebimento via cartões de débito e pré-pago.

A novas regras impactam tanto os bancos quanto as empresas que desenvolvem produtos financeiros, mais conhecida como fintechs, a exemplo do PagSeguro e Mercado Pago, limitando a 0,5% a tarifa para as transações de débito (vinculado a uma conta corrente de um banco) e a 0,7% para os cartões pré-pagos (geralmente emitidos por fintechs), o que antes não era estabelecido um nível máximo.

Anteriormente, as empresas chegavam a recolher dos lojistas entre 1,1% e 1,5% na modalidade pré-pago.
Além disso, será eliminado as exceções previstas para transações não presenciais e com uso de cartões corporativos. A Federação do Comércio em Mato Grosso informa que a nova taxa pode beneficiar os consumidores com a redução dos preços dos produtos, estimulando mais pessoas a utilizarem as novas tecnologias financeiras.

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A tarifa, em especial na modalidade pré-pago, representa uma parte relevante no faturamento de companhias como o próprio Nubank, já que o banco digital afirmou que 7% de seu faturamento entre julho de 2021 e julho de 2022 veio daí.

Outra novidade é o prazo de liquidação dos recursos aos estabelecimentos comerciais, independentemente de o cartão ser de débito ou pré-pago. As fintechs liquidavam as transações em 28 dias, em média, com prazo máximo de 30 dias, enquanto os bancos, na modalidade débito, repassavam os recursos em dois dias.

Com as novas regras, a liquidação deve ser em dois dias tanto para débito quanto para pré-pago.

Veja como era e como vai ficar as regras para a cobrança da tarifa após o dia 1º de abril de 2023:

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“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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