Policial
Operação “Domínio Fantasma” desmonta esquema com mais de 300 empresas usadas em golpes de e-commerce em Mato Grosso
JB News
por Nayara Cristina
A Polícia Civil de Mato Grosso desencadeou, na manhã desta terça-feira, a Operação Domínio Fantasma com o objetivo de desarticular um esquema criminoso de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro que utilizava empresas de fachada para aplicar golpes no sistema de comércio eletrônico em todo o país. Ao todo, são 33 ordens judiciais sendo cumpridas nas cidades de Cuiabá e Sorriso, incluindo mandados de prisão preventiva, buscas e apreensões, além de bloqueio de bens avaliados em mais de 5 milhões de reais.
Entre as determinações judiciais estão sete mandados de buscas e apreensão, duas medidas cautelares de prisão, dois mandados de sequestro de imóveis, cinco mandados de sequestro de veículos de luxo, sete ordens de quebra de dados telemáticos, dois bloqueios de perfis em redes sociais, três suspensões de sites usados para fraude e três suspensões de atividades econômicas ligadas ao esquema. As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Cuiabá.
O principal alvo da operação é um contador que utilizava seu conhecimento técnico para criar e legalizar centenas de empresas fictícias usadas na aplicação dos golpes. Ele apresentava-se nas redes sociais como “contador digital especializado em Dropshipping e Gaming”, modelos de negócios usados como fachada para atrair vítimas de diferentes regiões do país. Além de associação criminosa e fraudes eletrônicas, ele também responderá por lavagem de dinheiro e crime contra a relação de consumo.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Informáticos (DRCI). O trabalho teve início após um alerta da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), que identificou a criação massiva de empresas cadastradas quase sempre em um mesmo endereço na capital. Ao todo, foram identificados 310 CNPJs abertos pelo investigado entre 2020 e 2024. Destes, 182 já haviam sido baixados ou suspensos, mas todos seguiam o mesmo padrão: eram empresas registradas em nome de terceiros, os chamados “laranjas”, geralmente jovens de baixa renda de outros estados.
No endereço onde constavam registradas dezenas de empresas, os investigadores localizaram apenas uma sala comercial vazia, sem qualquer estrutura de atendimento ou identificação visual. De acordo com a Polícia Civil, tudo funcionava apenas no papel, com o objetivo de criar uma aparência formal para os sites fraudulentos.
Os golpes eram praticados por meio da criação de lojas virtuais falsas, anunciadas nas redes sociais como e-commerces de roupas, brinquedos e outros itens populares. Em um dos casos, o grupo criminoso clonou o site de uma conhecida marca nacional de cosméticos, induzindo consumidores a comprarem produtos que nunca eram entregues. As vítimas realizavam os pagamentos via PIX ou cartão de crédito, mas não recebiam qualquer mercadoria.
A operação teve apoio da Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR), Delegacia de Crimes Fazendários (DFAZ), Delegacia de Defesa do Consumidor (DECOM), além da Delegacia da Polícia Civil de Sorriso, da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Secretaria de Estado de Fazenda. As ações foram coordenadas pela Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (SECOR).
Com a operação desta terça-feira, a Polícia Civil aponta um golpe milionário que usava o ambiente digital como terreno para enganar consumidores em diversos estados. A expectativa é que, com as prisões e apreensões, o grupo seja efetivamente desarticulado e as investigações avancem agora para identificar mais envolvidos e vítimas em todo o Brasil.
A Polícia Civil segue trabalhando para identificar o número total de vítimas e o valor global movimentado pelo esquema.
Policial
Polícia Civil prende professor de música e ex-companheira por estupro de vulnéravel e armazenamento de pornografia infantil
Um professor de música e sua ex-companheira envolvidos em crimes graves de estupro de vulnerável e produção/registro de pornografia infantil, utilizando os próprios filhos da suspeita, foram presos em trabalho conjunto da Polícia Civil e da Polícia Militar, realizado na última semana, no município de Campo Verde.
O suspeito, de 38 anos, foi preso em flagrante na última quarta-feira (15.4), após ser flagrada na companhia de uma menor de 14 anos, que estava desaparecida no município de Jaciara. Já sua ex-companheira, de 32 anos, teve o mandado de prisão preventiva cumprido na sexta-feira (17), por envolvimento nos atos praticados contra os próprios filhos.
Com a prisão do suspeito outras vítimas possam aparecer, uma vez que o professor trabalhou em instituições no município de Jaciara e Nova Brasilândia.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Campo Verde, iniciaram após a Polícia Civil ser acionada pela Polícia Militar, sobre uma mulher que estaria supostamente sendo ameaçada por uma facção criminosa atuante em Campo Verde a praticar atos sexuais com seus próprios filhos, um menino de 11 anos e uma menina de 9 anos.
Segundo as informações, as ameaças também a obrigavam permitir que seu ex-companheiro praticasse atos sexuais com sua filha e registrasse os abusos em vídeo.
Com base nas informações passadas e elementos reunidos, foi levantada a hipótese que o autor das mensagens seria o professor de música, ex-companheiro da mãe das crianças.
Prisões
Diante das evidências, a equipe da Polícia Militar iniciou as buscas, conseguindo localizar o suspeito que se encontrava em companhia de uma ex-aluna, menor de idade, sendo revelado que o investigado mantinha um relacionamento com a adolescente desde que ela tinha 13 anos. A menor era considerada desaparecida, desde de dezembro de 2025, quando o professor de música se retirou de Jaciara com sua aluna, sem a permissão de seus familiares.
Com o avanço das investigações, foi confirmado que era ele quem enviava as imagens para a ex-companheira exigindo a confecção do material de pornografia infantil e outras condutas envolvendo a investigada e as crianças.
Com base nas investigações, foi representado pela prisão preventiva da investigada, pelos crimes de estupro de vulnerável e produção/registro de pornografia infantil, cometido contra seus próprios filhos. O mandado foi deferido pela Justiça e cumprido, na tarde de sexta-feira (17), pela equipe de investigadores da Delegacia de Campo Verde.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Gabriel Conrado, na residência do professor, foram apreendidos medicamentos para disfunção erétil, entre outros, três aparelhos celulares e dois computadores que foram encaminhados à Perícia Técnica, que poderão auxiliar o avanço das investigações.
“A Polícia Civil segue com as investigações e trabalha com a linha de investigação de que o suspeito possa estare inserido em uma organização criminosa voltada para a prática de crimes sexuais de crianças/adolescentes, bem como com a comercialização/distribuição dos materiais pornográficos envolvendo menores de idade”, disse o delegado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
-
Policial7 dias atrásPolícia Civil desarticula esquema milionário de desvio de dinheiro na Prefeitura de Livramento operação mira ex-servidora, empresário, secretário e PM
-
Economia7 dias atrásEm Cuiabá, Aldo Rebelo critica alta de gastos e impostos por parte do governo federal e diz que Brasil trava seu potencial de crescimento, VEJA O VÍDEO
-
Economia6 dias atrásEm Cuiabá, Meirelles faz alerta duro sobre guerra, dólar e gastos públicos, defende industrialização como saída para blindar o Brasil “Mato Grosso é o eixo estratégico”
-
Cidades4 dias atrásIncêndio de grade proporção atinge casa noturna Gerônimo West Music no centro de Cuiabá, VEJA O VÍDEO
-
Destaque5 dias atrásTJMT abre debate sobre sigilo judicial e convoca imprensa para ajudar a frear escalada da violência contra a mulher em Mato Grosso
-
POLITICA3 dias atrás“São pessoas que não tocam a vida pra frente”, dispara Flávia Moretti ao reagir a áudios e suposto grampo em Várzea Grande
-
Destaque5 dias atrásDesembargadora Maria Erotides recebe Diploma Bertha Lutz por atuação no combate à violência contra a mulher
-
Policial5 dias atrásCiúme, rejeição e crime brutal: empresário é condenado a 13 anos de prisão por matar mulher trans e abandonar corpo em lavoura de MT









