Nacional
Operação desarticula esquema milionário de pirataria de filmes e séries em serviços de streaming
Fortaleza, 18/11/2025 – Com o objetivo de desarticular uma estrutura criminosa voltada à pirataria de conteúdo audiovisual, à lavagem de dinheiro e à atuação de organização criminosa no ambiente digital, foi deflagrada, nesta terça-feira (18), a Operação Endpoint em Alagoas (AL), no Ceará (CE) e em Santa Catarina.
A ação é liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Ceará (MPCE). O procedimento contou com o apoio da Polícia Civil do Ceará (PCCE), que atua contra falsificação digital e lavagem de dinheiro em plataformas de streaming piratas. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva. Três pessoas foram detidas.
Com o avanço das investigações, foi necessário pedir ao Poder Judiciário o sequestro de bens e valores, no total de R$ 12 milhões. Paralelamente, foram bloqueados 118 sites e perfis em redes sociais, desindexados mecanismos de busca e apreendidos criptoativos.
Lavagem de dinheiro
Durante as investigações, surgiram indícios de lavagem de dinheiro, inclusive com o uso de criptoativos. Paralelamente, a equipe identificou integrantes responsáveis por apoio operacional, como o suporte às atividades financeiras e logísticas, bem como a participação de outras pessoas ainda em processo de identificação.
A apuração apontou o uso sistemático de “laranjas” para permitir a movimentação de valores e ocultar a verdadeira titularidade de bens e ativos. Os investigadores ainda identificaram um conjunto de pessoas jurídicas ligadas ao grupo, usadas para o trânsito e a pulverização dos recursos ilícitos.
A investigação identificou, ainda, parcerias entre integrantes do esquema, que compartilhavam empresas de fachada e negociavam, de forma irregular, maquinário utilizado para a mineração de criptoativos. Havia indícios de furto de energia elétrica para manter essas estruturas, o que levou à prisão em flagrante de um dos investigados.
Modus operandi
Os investigados atuavam como prestadores de serviço de TV por assinatura. O grupo oferecia programação de TV, filmes e séries sem autorização dos titulares dos direitos e em desacordo com a legislação.
A captação de clientes ocorria por meio de páginas hospedadas em serviços de criação de sites, nas redes sociais, em grupos de WhatsApp e em canais no Telegram.
A monetização, que seguia ativa até a deflagração da operação, era viabilizada por meio de estruturas de pagamento on-line. Os integrantes usavam empresas especializadas em checkout e gateway e recebiam valores por diversos meios, principalmente via PIX.
Colaboração e Foco Estratégico
Para realizar a ação, o Gaeco recebeu o apoio das Polícias Civis de Alagoas, do Ceará e de Santa Catarina. Também participou o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A atuação do Ciberlab foi essencial para integrar instituições estaduais e federais. O laboratório ofereceu suporte técnico-científico para rastrear e desmantelar infraestruturas digitais que ultrapassam fronteiras geográficas.
A operação demonstra que as autoridades brasileiras estão preparadas e comprometidas em enfrentar organizações que exploram o ambiente digital para praticar diferentes tipos de crime. O foco em ativos digitais, como criptoativos, e no uso de plataformas de streaming como meio para lavar dinheiro eleva o nível de atuação da Justiça e da Segurança Pública no Brasil.
Endpoint
A escolha do nome da operação foi estratégica. Em vez de focar apenas na prisão de pessoas, o objetivo foi atingir os pontos de acesso — como servidores, domínios e canais de monetização — que sustentam o serviço ilegal. Essa abordagem enfraquece a infraestrutura criminosa de forma mais duradoura e protege tanto os detentores de direitos autorais quanto o ecossistema digital legítimo e os usuários que podem ser expostos a riscos cibernéticos.
Nacional
Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.
Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.
Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.
No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.
O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.
Parcerias estratégicas
O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.
Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.
Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.
A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.
Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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