Saúde
Novo painel de hanseníase vai fortalecer vigilância e combate à doença no país
O Ministério da Saúde disponibilizou um novo painel digital com dados detalhados sobre hanseníase, ampliando a transparência e o acesso a informações estratégicas para o enfrentamento da doença no Brasil. Desenvolvida pelo Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica (CNIE), a ferramenta permite explorar estatísticas sobre casos notificados, distribuição por faixa etária, sexo e região, além de acompanhar a evolução da hanseníase no país ao longo dos anos.
“Com essas iniciativas, o CNIE reafirma seu papel como uma referência estratégica para a vigilância em saúde, fortalecendo a capacidade de enfrentar desafios sanitários e contribuindo para a construção de políticas públicas mais eficazes em todo o Brasil”, destacou Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente.
A plataforma traz informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e conta com filtros que possibilitam a análise por ano, Unidade da Federação (UF), município e capitais, facilitando a identificação de tendências e padrões epidemiológicos. Com isso, o painel se torna um recurso fundamental para pesquisadores, gestores e profissionais de saúde no planejamento de ações de vigilância e controle da hanseníase.
Com o novo painel de hanseníase, o Ministério da Saúde dá mais um passo na modernização da vigilância epidemiológica, proporcionando dados acessíveis e atualizados para subsidiar estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e controle da doença no país.
Essa iniciativa faz parte de um conjunto mais amplo de painéis disponibilizados pelo CNIE, que já reúne dados sobre agravos como arboviroses, meningite, raiva e coqueluche. Recentemente, também foram lançados painéis específicos sobre mpox, malária e obesidade, reforçando o compromisso da pasta com a ampliação e transparência das informações epidemiológicas.
Acesse o novo painel digital com dados sobre hanseníase
João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Saúde
Ministério da Saúde envia mais 2,2 milhões de doses contra Covid-19 e mantém estoques garantidos no país
Nesta semana, o Ministério da Saúde enviou mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal, garantindo estoque suficiente para atender às demandas regionais. Com essa entrega, o total de doses distribuídas pela pasta nos primeiros meses deste ano chega a 6,3 milhões. Os estoques estão garantidos em todo o país.
As vacinas ofertadas pelo SUS são as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem recomendadas de forma prioritária para os grupos mais vulneráveis. “As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.
O Ministério da Saúde mantém estoque para atender todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses.
O envio é feito por meio de pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e o número de doses aplicadas. Estados podem formalizar solicitações adicionais caso identifiquem necessidades excepcionais. Quando acionado, o Ministério realiza o envio de mais doses.
Abastecimento contínuo em todo o país
Entre janeiro e março de 2026, o Ministério da Saúde enviou 4,1 milhões de doses aos estados, com 2 milhões já aplicadas. A nova remessa, com mais 2,2 milhões de doses enviada nesta semana, dá continuidade ao envio regular e se soma aos estoques regionais para crianças e adultos, reforçando a estratégia de ampliação da cobertura vacinal.
A distribuição é feita pelo Ministério da Saúde diretamente às secretarias estaduais de saúde (SES), responsáveis pela logística de recebimento e distribuição das doses aos municípios.
Quem deve se vacinar?
- O esquema de vacinação contra a Covid-19 no Brasil segue diretrizes atualizadas, estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção dos grupos mais vulneráveis:
- Idosos (a partir de 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;
- Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;
- Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;
- Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);
- População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.
A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.
A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.
Cenário epidemiológico
A Covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2, com potencial de agravamento, especialmente em grupos de maior risco, podendo evoluir para óbito. Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal (SG) por Covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% por Covid-19 (1.456 casos), com 188 óbitos de SRAG por Covid-19.
Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
Marcela Motta
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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