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Não há no mundo a força que a advocacia brasileira tem, destaca Felipe Santa Cruz

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“Não há no mundo a força que a advocacia brasileira tem na constituição do seu estatuto. Não há!”, destacou o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, na Conferência Estadual da Mulher Advogada e Encontro Estadual da Jovem Advocacia em Rondonópolis, interior de Mato Grosso.

Percorrendo o mundo na representação da advocacia brasileira, Felipe Santa Cruz destacou a força da classe no Brasil, que tem consagrada em sua Constituição Federal, a indispensabilidade do advogado (a) na administração da Justiça. Ele lembra que na Argentina, por exemplo, o profissional se inscreve na sua província, sem qualquer controle nacional de ética ou presença da advocacia em sua Carta Magna.

“Isso foi dado à advocacia? É um presente? Não. Esse é o papel histórico da advocacia, clamando pela democracia, pelos direitos de quem não tem direito, do acusado e do culpado que precisam do advogado”, complementou o presidente nacional da OAB.

Lembrando a luta de Sobra Pinto, ele destacou que, na história da OAB, não importa a linha ideológica das pessoas, se são de direita ou de esquerda, mas só entra nela quem defendeu democracia, liberdade e contraditório, a exemplo de Rui Barbosa, Eduardo Seabra Fagundes, Sobral Pinto, Raymundo Faoro e vários outros profissionais.

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Ao contrário, aqueles que seguiram o autoritarismo, que aceitaram colocar seu talento a serviço de uma arbitrária da sociedade, não constam em nenhuma página da história da entidade, conforme ressaltou o presidente.

Em que pese a preocupação constante com o mercado de trabalho por aqueles que ingressam na profissão, Felipe Santa Cruz apontou um crescimento de 10% no setor e, num ano em que o sistema de Justiça recebeu uma série de ataques, ele considerou positiva a aprovação da criminalização da violação às prerrogativas da advocacia, incluindo na legislação brasileira uma lei existente em pouquíssimos países do mundo.

Avanços como esses foram o alvo principal da Conferência Estadual da Mulher Advogada e Encontro Estadual da Jovem Advocacia, promovidos pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) para traçar as diretrizes da classe para o próximo ano.

“O processo político para a composição do Conselho Federal reflete maiorias por região e nós temos que mudar a nossa cultura para que isso ande em paralelo com a participação das mulheres. Esse processo precisa ser transformado e foi, no final da gestão passada, e será na próxima gestão com a ampliação da participação as mulheres advogadas”, explicou Felipe Santa Cruz.

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A diminuição da cláusula de barreira da jovem advocacia de cinco para três anos de exercício profissional para a disputa dos cargos de conselheiros da Ordem, segundo o presidente nacional, parece um pequeno passo, mas pode ser considerada um grande avanço.

Isso porque, conforme o estatuto, a presidência da Comissão Nacional da OAB Jovem deve ser exercida por um conselheiro federal. “Na próxima gestão, será presidente da OAB Jovem Nacional, um jovem advogado”, comemorou.

Para quebrar essas barreiras que permitam que mulheres advogadas e jovens advogados ocupem seus devidos espaços, Felipe Santa Cruz avalia que é necessário também derrubar as fronteiras externas, da sociedade, para que essas políticas inclusivas sejam realmente transformadoras.

“Fronteiras foram quebradas para que os senhores possam ultrapassá-las, não existe mais o controle de uma pequena elite da advocacia nacional”, disse.

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Dimensão do Braseiro o torna referência em festival de churrasco

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Em Rondonópolis, edição de 2019 atingiu 5,3 t de carne servidas e R$ 315 mil revertidos em doações

 

O Festival Braseiro é referência nacional do segmento devido à dimensão alcançada em três anos de realização do evento. Em Rondonópolis, no ano passado, 3,5 mil pessoas estiveram presentes no festival de churrasco e consumiram 5,3 toneladas de carne em 56 estações de alimentação.

Além da valorização da carne mato-grossense, um dos principais objetivos do evento é apoiar causas sociais. Toda a renda obtida é revertida para instituições filantrópicas beneficentes. O ano de 2019 fechou com uma arrecadação diferenciada, de aproximadamente R$ 563 mil totais. Só o evento de Rondonópolis arrecadou cerca de R$ 315 mil, doados para 13 instituições da cidade.

A Associação Rondonopolitana de Pessoas com Transtorno Autista (Arpta) é beneficiada pelo Braseiro há três anos. A associação, que tem caráter assistencial, beneficente e sem fins lucrativos, foi criada em 2011 a partir da união dos esforços de pais de crianças com transtorno autista.

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Em 2017, A Arpta foi contemplada com a doação de R$ 11,7 mil, tudo revertido em mobília como mesas, armários, fichários, cadeiras de escritório, impressoras, computadores e cadeiras de plástico. Em 2018, a Arpta trabalhou no dia do festival e arrecadou pouco mais de R$ 3,1 mil com o “bar quente”. E em 2019, a doação do Braseiro foi de R$ 22,7 mil, revertidos na compra de equipamentos como aparelhos de ar-condicionado, geladeira, impressora, computador, dentre outros, para a nova sala de terapia ocupacional da organização.

“A sala de terapia ocupacional foi totalmente equipada para atendimento das pessoas com transtorno autista e demais utensílios para funcionamento da associação que, em janeiro, deve iniciar os atendimentos na sede. Agradecemos imensamente ao Festival Braseiro pela iniciativa e por proporcionar a tantas instituições filantrópicas a realização e manutenção dos nossos sonhos”, conta, emocionada, a presidente da Arpta, Rosemary de Aquino Pinto Piovesan.

Próximas edições – Os preparativos para o Festival Braseiro 2020 já começaram. Segundo a coordenadora de eventos da iniciativa, Aline Pellozo, as inscrições das instituições interessadas em receber doações devem começar em fevereiro. Para isso, precisam ficar atentas ao site do Braseiro.

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“É importante frisar que a entidade precisa ser regularizada. Depois de preencher todos os dados e separar a documentação, é só enviar tudo por e-mail. As instituições selecionadas ainda passarão por uma análise da Comissão Julgadora, que realizará visitas in loco para conhecer a realidade de cada entidade. Depois da avaliação de uma série de critérios é que são selecionadas aquelas que serão beneficiadas diretamente pelo Festival”, explica a coordenadora do evento.

No Festival Braseiro, o público conta com um serviço ilimitado de alimentação e bebidas (cerveja, refrigerante e água) e, ainda, com mais de 50 estações com diferenciados cortes de carne. “E é sempre bom reforçar que a primeira chamada para o Festival Braseiro é realizada pelas nossas redes sociais. Então, fiquem atentos, porque o Braseiro 2020 promete!”, finaliza Aline Pellozo.

 

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