POLITICA
Na primeira entrevista Mauro ressalta novos investimentos para Mato Grosso, conclusão de Hospitais e garantiu mais obras para Cuiabá
JB News
Por Alisson Gonçalves
O Governador reeleito em MT, Mauro Mendes(UB), deu sua primeira entrevista na manhã desta segunda-feira(03) ao Jornal CBN em Cuiabá.
De primeiro momento Mauro agradeceu mais uma vez a toda população, que confiou em seu trabalho e lhe deu mais uma oportunidade para ficar a frente de gestão de MT por mais quatro anos.
“Primeiramente quero agradecer a toda população matogrossense, que confiou mais uma vez em mim e me deu está segunda oportunidade na gestão estadual” agradeceu Mendes.
Como já informado Mauro foi reeleito com mais de 68% de intenções de votos ou seja mais de 1 milhão de votos recebidos.
Para o segundo mandato, Mauro afirma que pretende continuar fazendo os investimentos nas obras que ainda faltam concluir, além de terminar a construção dos 6 novos hospitais regionais, que deve aumentar e melhorar os atendimentos médicos para todos a população matogrossense.
Já na educação Mendes, destacou estar trabalhando e alinhando um projeto que deve colocar MT entre os 10 estados com melhor educação no Brasil, com investimento em materiais novos, Internet nas salas de aula que deve padronizar o ensino dentro das escolas públicas.
Mauro também falou o novo projeto que deve fazer a BR-163 sair da responsabilidade do Governo Federal e o Governo Estadual vai assumir a rodovia, segundo Mauro ainda falta acertar alguns detalhes com o banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, o detalhe seria um desconto que estava sendo negociado pela caixa econômica devido às dívidas da concessionária Rota do Oeste, que admistra a rodovia
Mauro chamou atenção já que em Primeiro momento a Caixa aceitou negociar às dívidas, porém voltou atrás, no entanto Mendes ressaltou ter 30 dias para resolver isso e assim dar continuidade ao projeto, para que às obras da duplicação da BR-163 comece no primeiro semestre de 2023.
Segundo Mauro a rodovia é a hoje a pista mais importante, já que milhares de caminhoneiros passam por ela carregando a safra de MT, milho e que por isso deve ter a duplicação, para não venha ser chamada de Rodovia da Morte.
Sendo questionado como ele vai ajudar a baixada cuiabana, já que tem uma “bronca” Mauro destacou diversos asfaltamento que está acontecendo em Cuiabá, e destacou construção do parque tecnológico que será o parque mais atrativo, ou seja ele deve sim continuar investindo em obras na capital, porém só não confia em mandar recursos para o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB, devido ao inúmeros escândalos de corrupção que ele vem sendo investigado na sua administração.
Já sobre às eleições para presidente, Mauro disse estar com Bolsonaro até o fim, e que não tem motivos para dar não darapoio ao presidente, porem lembrou que nem tudo depende dele, mais que vai continuar trabalhando para que no Estado de MT ele tenha o maior número de votos.
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
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