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MME reforça papel estratégico da transmissão para o setor elétrico

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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta quarta-feira (4/06), do I Encontro Nacional da Transmissão (ENATRAN) que teve como objetivo abordar os principais desafios e inovações tecnológicas nas linhas de transmissão, com destaque para a sustentabilidade e eficiência do setor elétrico. O evento reuniu especialistas para debater as principais inovações tecnológicas, mudanças climáticas e gestão de qualidade em linhas de transmissão. 

Representando o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o secretário Nacional de Energia Elétrica, Gentil Nogueira de Sá, destacou a importância da transmissão para a sociedade brasileira. “A transmissão é, muitas vezes, invisível aos olhos da sociedade, mas é justamente ela que conecta potencial à realidade, geração à demanda e o interior do país aos grandes centros urbanos”. 

Neste momento de transformação energética global, a transmissão ganha um novo protagonismo como canal físico de energia e vetor estratégico de sustentabilidade, segurança e digitalização. A nova matriz elétrica, além de ser mais renovável, é também mais distribuída, variável e intermitente e seu principal desafio está em integrá-la ao sistema com estabilidade e inteligência. Dessa forma, a transmissão passa a ser uma plataforma integradora, que deve ser planejada com visão de longo prazo e flexibilidade tecnológica.

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“Os leilões de transmissão são fundamentais para a política pública energética, além de permitir que o Estado direcione o crescimento da rede com transparência, previsibilidade e forte atração de capital. O MME está investindo R$ 60 bilhões em obras contratadas nos últimos três leilões de transmissão realizados, gerando mais empregos em toda a cadeia produtiva em vários estados brasileiros. Serão mais de 200 canteiros de obras, mais de 300 mil empregos diretos e indiretos, e vamos continuar fazendo do Brasil o grande líder da transição energética global”, enfatizou Gentil Nogueira de Sá. 

Promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE) e pelo Instituto ABRATE de Energia (iABRATE), o evento apresentou temas importantes do setor elétrico, como a recapacitação de linhas, gestão de ativos, inovações em materiais e manutenção preditiva, além de discutir os impactos das mudanças climáticas nas infraestruturas de transmissão.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.

Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.

Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.

No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.

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O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.

Parcerias estratégicas

O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.

Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.

Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.

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A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.

Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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